segunda-feira, 30 de março de 2015

2-on-1: Playoffs de novo, o ano de Toka e os pitacos para as séries

Fala galera! Bem depois de um período sem textos meus (o último texto foi na véspera do Natal, pra você ter uma noção) justificado pelas semanas de festas de Dezembro-Janeiro-Fevereiro (resumindo, férias, Natal, Ano Novo, férias de novo, Carnaval e final de férias). Mas acabou a sacanagem e temos que voltar ao trabalho, depois de 300 textos do editor-dono.

Vamos começar com o 2-on-1 logo porque daqui a pouco tem Canadião:

PLAYOFFS DE NOVO

Só um cara que viajou pra Marte em novembro e voltou agora que não saberia que o time iria pra pós-temporada de novo. Campanha de topo da Liga, ataque marcando pouco, porém eficiente, defesa sólida (leia-se CAREY PRICE AGARRANDO ATÉ VENTO) fazendo o time de Montréal ir pela 3ª vez seguida desde a chegada do Bergevin. Parece que, ao contrário do time da Colina Histórica daqui do Rio, O RESPEITO VOLTOU!


O ANO DE TOKA

Mais bipolar que garota que você encontra no tumblr. Tem horas que ele mita (como as 41/43 defesas contra o Florida), tem horas que até um cone é mais eficiente. Ele, nessa temporada, está com uma média de quase 3 gols por jogo (chegando ao fato dos torcedores do Jets pedirem pra tocar o goleiro no último jogo. Muitas críticas e comparações chegam ao nosso backup até porque ele só é reserva do futuro Hart e Vezina, mas acredito que o Toka só esteja passando pelo seu ano de calouro no Habs (afinal, só agora que ele tem uma chance real de estar no time de cima). Talvez é hora de ter paciência com o calouro, até porque ele é bom e Price também teve seus dias de Tokarski no passado.


PITACOS PARA AS SÉRIES

Como já estamos lá, já podemos inserir um assunto novo na mesa do boteco: Pegar quem? Bem, como no podcast que participei com o Bruno, tenho medo de pegar Tampa Bay, que inclusive é o adversário de logo mais, porque é o time mais decente da nossa divisão (Detroit é pífio, Toronto, Sabres nem vou comentar, Sens até faz a gente se cansar um pouco e Bruins é puta). Lembrando que ainda não fomos varridos por eles (e temos a chance de fazer isso não acontecer hoje) e que ainda temos mais 2 times pra varrer, que são Detroit e Toronto, na última rodada.

Para a 1ª rodada, tá entre Caps, Bruins, Panthers e Senators. Sinceramente, prefiro o Bruins. Acredito que uma vitória contra rival histórico possa dar um gás para a garotada. Contra o Capitals será uma série interessante, na qual podemos provar do nosso veneno de 2010 (tomara que não). Contra o Senators, pode ser a revanche de 2013, e contra o Panthers será uma série curiosa, porém acredito que esta seja menos provável.

******
Dica útil: Existe um site que tem uma porrada de streams para os jogos do Habs (em FR, EN, em HD). Já postei no grupo e vou postar novamente aqui: habsonlinetv.blogspot.com.br. Recomendo o Wiz1.net, que não trava muito.

Pedido: Galera, há uma mobilização do pessoal da NHL aqui do BR para pressionar a ESPN para falar mais de hóquei na programação (como fazer um programa especial, ou mais tempo no The Book Is On The Table). Pra isso, mande mensagens no twitter para o Palomino com a educação que a senhora sua mãe deu a você para que ele possa dar uma olhada para nós. Dizem que ele costuma ler as mensagens dos fãs.

E aproveitem a deixa e me sigam por lá: @ThiPerSan. Lá faço piada do Bruins, comento os jogos e falo um monte de besteira que não seriam transmitidas numa rádio católica por aí.

Abraço galera! Vamo pro jogo!

#AllezMontreal

sexta-feira, 13 de março de 2015

2-on-1: Derrota dolorida e time de base


Nessa sexta-feira 13, abrimos a coluna 2-on-1, que assim como no hóquei, será um momento de jogo rápido e troca de passes curtos em forma de comentários. Vamos a eles:

OUTRO L
Mais uma derrota na conta. Jogando em casa contra os rivais da capital, o Canadiens saiu na frente com 2 gols de Max Pacc (que saiu machucado no final do jogo, e será ainda melhor avaliado), mas viu o Senators empatar no segundo período, e virar na etapa derradeira, fechando em 5 a 2. O destaque do jogo sem dúvida foi essa simulação ridícula de Bobby Ryan.

PARA O INFINITO E ALÉM
Nosso "time de base", Bulldogs, está de mudança. Vai sair de Hamilton, cidade na fronteira com os Estados Unidos, somente 5 horas de carro de Montréal, diretamente para SÃO JOÃO DA TERRA NOVA (não é piada, o nome é esse), cidade costeira em Terra Nova, Labrador (lembra?), que fica a sutis 30 HORAS de carro do Quebec. Óbvio que acho ruim para o vai-e-vem de jogadores "da base".

FALANDO NA BASE
Montréal chamou nessa manhã o defensor Greg Pateryn, americano de 24 anos, do Bulldogs para o time de cima.

FALANDO EM FALAR
Derrotas tem o fenomenal dom de produzir polêmicas. O empresário do atacante P. A. Paranteau foi ao twitter para reclamar que seu atleta tem jogado pouco, apesar de já está curado da lesão. 

SÓ PARA CONSTAR
Não somos mais líderes de conferência. O Rangers empatou em pontos, mas tem um jogo a menos. Ainda somos líderes de divisão.


Sábado voltamos ao gelo, em Long Island, contra o forte Islanders de Nova Iorque. Rezemos para que a má-fase não se consolide.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Sinal amarelo para o time de um homem só?


Habemus preocupação no Quebec.

Após uma sequência de 4 pontos feitos em 10 disputados, a corneta soa alto na parte francesa do Canadá.

Mas... PARA TUDO! O Canadiens ainda é líder da Conferência Leste, e disputa cabeça a cabeça a liderança de toda a LNH. Então qual o motivo de tal alvoroço?

Desde as três derrotas na California, voltamos ao gelo duas vezes:

1ª - Sábado contra os Coiotes em Glendale - Atuação impecável de Carey Price com 28 saves na vitória habitant de 2-0, em comparação com uma atuação mediana dos jogadores de linha contra um dos piores times da liga.

2ª - Ontem (terça) contra os Bolts da Baía de Tampa em Canadiens - Desempenho sofrível do time comandado por Michel Terrien, que segurou um 0 a 0 no tempo regulamentar graças à atuação nível GANDALF do goleiro Carey Price. Tampa só conseguiu fazer o gol da vitória no OT pois nosso defensor Gilbert, sem intenção, desviou o disco contra o próprio gol.

No total foram cinco atuações fracas nesse período todo, com apenas 30 MINUTOS de bom hóquei , na segunda metade do jogo contra o Kings em Los Angeles.

Diante de tais fatos e retrospecto recente, a "gordura" de sobra que Montréal tinha na liderança da divisão e da conferência foi para LINS

E logicamente que tais atuações abaixo da média geraram repercussão na mídia especializada, tanto pelo lado bom, Carey Price, como pelo lado ruim, a fraca atuação coletiva. Vejamos:

No site oficial da NHL, uma matéria enaltece as atuações de Price, e o coloca como favorito ao Troféu Hart (melhor jogador da temporada regular), trazendo os números excelentes do camisa 31 no ano, inclusive com declarações de técnicos rivais enaltecendo o goleiro canadien.

Por outro lado, o popular site Habs Eye on the Prize publicou duas matérias criticando o técnico Michel Therrien e seu esquema de jogo, que, segundo eles, seria burro ao optar por jogadas e transições no gelo mais seguras, para evitar erros, mas que comprometem totalmente o sistema ofensivo, de modo que Montréal tem um dos 5 piores ataques da liga.

Em uma segunda matéria, o site critica a comunicação de Therrien com seus jogadores, citando inclusive declarações Briere, Sekac e Bourque, corroborando com tal entendimento.

Pois bem. Com todo respeito aos editores do site, que eu acompanho diariamente e acho que possui ótima qualidade, eu discordo totalmente dessas críticas ao técnico e ao modo de jogo.

- O time produz pouco ofensivamente? Sim.
- O time depende de boas atuações de Carey Price? Sim.
- O time joga um hóquei bonito de se ver? Não.

Mas vamos aos fatos:

- A pouca produção ofensiva é inversamente proporcional a boa produção defensiva, só ver os números. Montréal durante toda temporada esteve entre as três melhores defesas da LNH. E com um time sem nenhum grande goleador, como Malkin, Ovechkin, Getzlaf, Crosby, e cheio de jogadores jovens e rápidos, acho totalmente válida a opção por priorizar a defesa e os contra-ataques, minimizando as chances dos adversários.

- O time obviamente depende de Carey Price jogar bem. Mas qual o problema do treinador apoiar sua estratégia no melhor jogador do time? O time de 1986 e 1993 dependia de Patrick Roy e suas atuações mágicas. Indo para outro esporte, o Lakers multi-campeão na década de 2000 dependia de Kobe Bryant, assim como o Brasil de 1994 dependia de Romário. Não vejo problema em depender de Price, visto que ele já provou que pode assumir a bronca.

- Você prefere um hóquei produtivo ou um hóquei bonito? De que adiantava o hóquei jogado pelo Canadiens em 2008 com Guy Carbo no banco, super ofensivo mas totalmente exposto atrás? De nada, não passou do início dos playoffs. Quantos campeonatos Ovechkin ganhou no Capitals sendo artilheiro da liga na época de Bruce Bordeau? Nenhum. Por outro lado, o hóquei defensivo de Montréal nos colocou na final da conferência em 2009, e o fez novamente ano passado com Therrien.

Lembrando que Michel Therrien pegou o Canadiens desestruturado, que ficou em último lugar, e pelo segundo ano seguido briga pela liderança da Conferência.

Portanto, enquanto os resultados estiverem vindo, pro inferno com as críticas ao jogo feio e defensivo de Michel Therrien. Eu quero é taça! Afinal, já diz o ditado norte-americano:


sexta-feira, 6 de março de 2015

California Dreamin? Quase.


"Alô? É da polícia de Los Angeles? Eu gostaria de fazer uma denúncia.... isso, de um crime.... é que meu time de hóquei vem sendo molestado essa semana pelas equipes locais... isso, três vezes já."

Se eu estivesse no condado de Os Anjos hoje, o texto acima retraria minha ligação ao 911. Como não estou, me resta retratar o cenário de derrotas que estamos sofrendo no Golden State desde segunda-feira.

Após a derrota para San Jose, voltamos ao gelo na quarta-feira contra os Patos de Anaheim, poupando alguns jogadores, mas, surpreendentemente com Carey Price no gol. Não deu em nada. Fomos dominados desde o começo pelo ex-time da Disney, e perdemos o jogo por 3-1, assim como a disputa oficial pelo posto de melhor time (pelo menos em aproveitamento de pontos) da LNH. O jogo contou com a estréia dos reforços Flynn e Mitchell.

Aliás, falando em Mitchell, o novo camisa 17 mostrou talento no setor de OBLITERAÇÃO.

Atuação péssima a parte, Price descansando de boné na cara e Tokarski assumindo o gol, menos de 24 horas depois já estávamos de volta ao gelo contra os atuais campeões da LNH. E como foi o jogo?


Bem, antes do primeiro período, aparentemente, o time habitant se reuniu no vestiário e decidiu: "ATÉ METADE DA PARTIDA, NÃO VALE JOGAR!". 

E assim foi, com um glorioso número de DOIS (sim, 2, II, Two, Deux) CHUTES AO GOL no período inteiro, que terminou DOIS a zero para o time local, que deu 13 chutes, com direito ainda a boas defesas de nosso goleiro reserva e uma grande atuação da TRAVE!

E a festa local continuou na primeira metade do segundo período, na qual contamos com contínua grande atuação daquela já citada senhora chamada TRAVE para manter o placar em apenas dois gols de vantagem. E não é que Montréal resolveu jogar? Em poucas chances claras que tivemos, fomos eficientes e capitalizamos duas em menos de um minutos no final do segundo período, com um belo gol de Gilbert, e viramos a peleja faltando 13 minutos para acabar a etapa derradeira.

"Olha, vamos sair com 2 pontos no Staples Center contra os atuais campeões!"
Mera ilusão.

Faltando 45 segundos para o final do jogo, os Reis de Os Anjos, já em empty net, empatam o feito com um tento de Marian Gaborik. Cinco minutos monótonos de prororrogação depois (1 chute ao gol no total, somando as duas equipes) e derrota nas penalidades.

Pois é. Até agora nossa jornada pela costa oeste tem sido aquele fiasco, mas pelo menos ontem, após duas derrotas em que não jogamos nada, nossa equipe deu SINAL DE VIDA, ainda que na segunda metade do jogo contra o Kings e com muita ajuda da trave (sério, foram uns 4 gols deles salvos por ela).

Hora de dar tchau para as praias de Venice e Santa Monica, arrumar as malas com UM ponto conquistado em SEIS disputados, e ir para o sul, pois o deserto do Arizona nos espera no sábado. 

GO HABS GO!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Rádio Habitant - 12ª Edição


A Rádio Habitant voltou!

Depois de um longo inverno, o primeiro e único podcast em língua portuguesa dedicado ao Canadiens de Montréal está de volta!

Uma hora de bate-papo sobre o Habs e a LNH, sempre com muita informalidade e bom humor.

12ª Edição
Apresentação: Bruno Fares e Thiago Pereira
Edição: Bruno Fares
Produção: Canadiens Brasil

Ouça clicando na BARRA LATERAL do site!

Insolação de Tubarão


Nada melhor para ilustrar nossa primeira partida na West Coast Tour que essa belíssima imagem acima. O ídolo do povo quebecois, Georges Laraque (para você que não teve o prazer de ver a lenda jogar/brigar/tentarpatinar pelo Canadiens, clique AQUI e seja feliz), junto de um dos mascotes mais ridículos da LNH, retrata bem a feiura que foi esse jogo para nós habitants.

De começo já tivemos novidades, com a escalação do defensor Jeff Petry, algumas horas após ser contratado em troca com o Oilers de Edmonton, mostrando que Therrien pretende contar com ele efetivamente a partir de agora. Pena que o time não ajudou em sua estréia.

A série de 10 jogos invicto fora de casa de Carey Price chegou ao fim nessa segunda-feira com um sonoro 4-0 para os tubarões, com 3 gols oriundos de chutes de longe e uma sólida atuação do goleiro reserva de San Jose. A partida teve dois lances polêmicos em gols:

- No segundo gol do Sharks, desviado com o stick alto do atacante, achei que os juízes acertaram em validar. O taco realmente estava no limite legal.
- No segundo lance, o placar já estava 3-0 para os mandantes, Desharnais chutou, o puck bateu na trave e ENTROU no plano de gol completamente, antes do defensor tirar com o taco o puck que ainda estava no ar. Foi um lance muito difícil, mas na repetição eu entendi que foi gol. Obviamente os diretores da LNH em Toronto não, e o placar ficou como estava. Em todo caso, acho que não mudaria o resultado, jogamos mal.

Após uma terça-feira de descanso, hoje voltamos ao gelo no subúrbio de Los Angeles, contra o embalado Ducks de Anaheim, que divide a liderança da Conferência Oeste com o Predators, provavelmente com Tokarski no gol. Price deve descansar e voltar quinta-feira contra os Kings.

Que o Canadiens volte a vencer, e Petry tenha uma noite melhor que a de estréia, com menos face no vidro de preferência!


segunda-feira, 2 de março de 2015

De volta ao batente - Líder e sem rivais.

Como todo bom brasileiro trabalhador que se preze, a equipe deste site tratou de não trabalhar até o fim do carnaval (leia-se 'mês de fevereiro'). Passado esse magnífico período de pouco caso com nossos empregos*, e leitores do site, chega a hora de colocar o terno de volta e fazer esse trem andar.

* Nota do autor: Igor Veiga está viajando faz três meses. Igor Vasconcelos está de greve faz três meses. Thiago Pereira ainda é um feliz universitário. Ou seja, estava me referindo somente a mim.

Para ajudar você que esteve bêbado do natal até o carnaval (incluindo alguns colunistas aqui), vamos nos situar por tópicos:

- Montréal é lider de divisão e conferência. Disputa cabeça a cabeça a liderança de toda LNH com o Predators, melhor time do Oeste.
- Estamos na data limite de trocas. Desde a última semana, fizemos algumas movimentações no elenco. Vamos a elas:
- Mandamos embora o atacante Jiri-Sekac, em troca de outro menino promissor, Smith-Pelly, do Ducks. Nada mais que trocar uma aposta por outra.
- Hoje trouxemos o razoável defensor Jeff Petry do Oilers, além de aproveitar uma liquidação no Sabres para adicionar o low profile atacante Brian Flynn e o pivô Torrey Mitchell, em troca de escolhas futuras de draft.
Essas três adições feitas hoje buscam dar profundida imediata, além de experiência ao jovem elenco habitant, pensando já na reta final, e playoffs desse ano. Coisa de time que quer ser campeão.
- É oficial! Estamos sem rivais. Ganhamos todos os jogos dos Bruins até agora, e sábado sacolamos 4-0 na conta do Maple Leafs, que para a surpresa de ninguém está em penúltimo na conferência Leste. As abelhas estão se agarrando a última vaga do Wild Card, mas correm risco de ficarem de fora caso o Panthers engate umas vitórias. Secaremos.

Essa semana vamos fazer o famoso WEST COAST TOUR com três jogos na ensolarada Califórnia, e uma visita ao deserto do Arizona. Que o sol nos traga sorte, começando hoje contra o Sharks.

Não deixem de participar do grupo de discussão de torcedores brasileiros do Canadiens no facebook. Basta clicar AQUI.

Peguem suas toalhas para aproveitar as praias californianas e GO HABS GO!



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

4 vitórias e sem oba-oba contra Ducks


Fala aí pessoal. Depois de um tempo cabuloso fora de casa, onde nós estávamos com pensamentos duvidosos em relação ao desempenho do time, nada como uma série boa de jogos em casa para curar a alma. E do dia 9 até o dia 20, Montréal nos presenteou com 4 vitórias em 5 jogos, a volta ao topo da divisão (empatados no talo com TB Lightning) e atrás somente dos Penguins e dos Isles na conferência. Mas a única derrota foi a que mais deixou aquele amargo na boca.

Começando com Vancouver, primeiro time dessa série, tacamos um 3-1 pra impor respeito. Gols de GallaBoy, Plekanec e MaxPac para os Habs e Dorsett para os de Vancouver. Este jogo também foi marcado por ser o primeiro jogo em casa pós-morte de Jean Beliveau, morto no dia 2. O Canadiens Brasil fez uma homenagem a este ídolo com um belo texto do Bruno Sader (ou Fares, o que achar mais legal).

O próximo da fila era o Kings, nosso querido Kings, e tomou uma varetada bem maneira pra largar de ser trouxa. O Canadião não tomou conhecimento do atual campeão e sentou 6-2 na equipe de LA. Os gols foram de Sekac (2), Markov, Subban, Desharnais e a surpresa dos jogos recentes Sven Andrighetto, que na sua estreia na NHL em 3 jogos anotou 3 pontos (2 gols, 1 assistência). Diria pra ficar de olho no moleque, que pode despontar no futuro. Mas o melhor por enquanto é não delirar e deixar ele cortar gelo em Hamilton.

Chegamos a comentar no grupo sobre esse jogo, contra o Carolina Hurricanes. Era o jogo contra um dos piores times da liga. Então ganhar era o único pensamento possível na cabeça dos jogadores, senão uma nova onda de desconfiança iria pairar sobre as cabeças de nossos torcedores. Mas o time, com medo que eu, Bruno, Igors e cia tacássemos fogo em Montréal inteira, fez 4-1 no "Furacão" e garantiu mais 2 pontos. Skinner fez para os visitantes, enquanto Prust (?) e Galchenyuk, com seu primeiro hat-trick, fizeram pra Montréal.

A essa altura, fomos para o jogo contra o Anaheim Ducks motivados. Era o jogo mais esperado pelos fãs de Montréal, afinal marcava a homenagem aos serviços prestados por Saku Koivu (também conhecido como o carinha da foto acima). No grupo postei uns links sobre o que este senhor fez para nós e sua luta contra o cancêr, que ele imaginou ser um urso de Boston e derrotou com facilidade e maestria. Fez um discurso bonito, falou que Montréal sempre será sua casa, que sempre será um habitant. Foi lindo, belo e moral.

Mas esse jogo foi o único que eu peguei e vi (nos primeiros jogos eu estava na tensão da última nota do período, você que faz faculdade sabe a merda que é quando o professor não lança a nota no dia que ele promete, e no restante tava ocupado montando árvore, pisca-pisca e outros infernos de natal porque como ainda moro com a mãe, tenho que fazer essas coisa). E não sei se foi pra me sacanear, mas os dois primeiros períodos foram desgastantes. Um gol do Lindholm de longe com 300 caras na frente do Price e até o gol do Desharnais, no terceiro período, dava pra namorar, fazer um lanche, montar 3 árvores de Natal que você iria ganhar mais que ver o jogo. Mas aí no meio do 3º período numa jogada no final do PP dos Ducks (tanto que no gol, o PK tava voltando do penalty box), Belesky recebe o puck sozinho entre 4 jogadores e decreta a vitória do time de Anaheim, melhor time da liga em pontos. 
 
Foi uma derrota que "tudo bem, os caras estão no topo da liga, tem um bom time", mas tinha que ser no dia da homenagem? Nem oba-oba foi direito porque os jogadores não ficaram de salto alto durante o jogo (se você ainda não sabe o que é oba-oba, jogue no Youtube "Flamengo e América-MEX"). Não sei se o clima de festividade envolvido no jogo meio que desfocou os jogadores, o que acho difícil, já que apenas Price, Markov e Plekanec jogaram com Koivu (aliás, Markov deve ter jogado com Carbo, Theodore, essas antiguidades aí)

Pra fechar, rivalidade. Rivalidade Canadense. Recebemos o time da capital (Meu irmão, se você não sabe que Ottawa é a capital do Canadá, eu saio do Rio e te acho no inferno pra resolver uma parada contigo) e 4-1. Condra fez para os visitantes, enquanto Prust (MVP), Gallaboy, Plek e Galchenyuk fizeram para o Canadião. Segundo 1st star pick para Price e mais uma boa atuação dos meninos de ouro Gallagher e Galchenyuk.

Voltamos aos trilhos, e assim vamos para mais jogos fora do ninho. Dessa vez chega de Oeste. Primeiro jogo será amanha em Long Island contra os Isles (do grande Halak), depois passa o Natal, o primo viadinho cai no peru, o tiozão faz a PIADA DA NOITE e voltamos a respirar hóquei contra os Canes e Panthers (se prepara pra ginásio vazio), dias 29 e 30, respectivamente. Em 2015, Devils dia 2 e Pens dia 3.

Aí é estourar o champagne só pra tirar foto (bebida mais overrated que existe na Terra, ruim e cara), enche a mente de Danone e mandar 2014 pra casa do caralho Boston. 
 
Só volto aqui em 2015. Desejo a todos um Natal e Ano Novo cheio de alegrias. E QUE A TAÇA PRATEADA VOLTE AO SEU LAR!

Abraços!

#AllezMontreal

domingo, 7 de dezembro de 2014

Hora de se preocupar?


Fala galera!

Bem, antes da nossa resenha tradicional de mesa de botequim, vou lembrar aos senhores um fato importante: Pela primeira vez desde 2012 o Canadiens Brasil será composto de escritores por torcedores de times da primeira divisão da nossa Chevrolet Primeirona Liga (Uma tentativa de paródia escrota de Barclays Premier League..aaaah você entendeu), isso considerando que eu não sei o time do Igor Vasconça. Mas como aqui não é blog de time de futebol, vamos ao que interessa.

Depois de emplacarmos 2 séries com uma streak boa (um 7-1-0 e um 8-1-0), o Canadião, nos últimos 7 jogos, ganhou APENAS UM JOGO, que foi contra o Avalanche, que anda meio mal das pernas e é antepenúltimo colocado na Western.

"Ah Thiago, mas olha bem, jogamos 6 vezes fora de casa"

Vamos aos pequenos fatos desse jejum esquisito aí:
  • Montreal perdeu a única partida em casa, para o ex-ÚLTIMO DA CONFERÊNCIA DUAS VEZES SEGUIDAS
  • Duas semanas atrás, com a vitória sobre o #UrsinhoTremeTreme, o time era líder da divisão, líder da conferência, brigando com TB e PIT pelo topo. Com essas 7 partidas, o time caiu para 3º na divisão, 5º da conferência e só não saiu do G3 da divisão (que dá a vaga para os playoffs sem pensar em WC) porque a gordura é grande e Toronto e Bruins estão muito atrás da gente (só com TOR com 3 jogos a menos e BOS com 1);
  • Montréal perdeu pra Dallas, ok. Em Dallas, ok. Mas começou o jogo e gol deles. Sem contar os surtos de bate-cabeça que nosso setor vem tendo. O que, na minha opinião, deixa meio que evidente que nossa defesa continua achando que "passou, foda-se, o Price pega". Vai com esse pensamento pros playoffs, vai tomar outro 7-2 e vai imitar David Luiz no final do jogo.
Não vou continuar com mais fatos pois nesse período acompanhei de longe o time por motivos de final de período e por ter que fazer uma P3 de Constitucional Positivo II porque só quis saber de ser uma mistura de Aloísio Chulapa e Adriano numa festa de final de ano da empresa.

Mas pra ser sincero, é bom abrir o olho. Temos um Bruins no WC, que costuma chegar nas rodadas finais, tem um Toronto louco aí também, fora os outros times loucos que podem surgir, afinal faltam mais de 50 jogos para terminar a temporada regular, e agora é a hora de "passar no 3º bimestre" para não ficar fazendo conta ou depender de outros times no final, tipo o Pa...melhor não completar, gosto de escrever nesse blog. E ficar no WC é pegar Pittsburgh ou TB na primeira rodada, por mais que bater #1 da conferência seja nosso hobby, vide ano passado e 2010, por exemplo.

Ao menos podemos engatar uma nova streak aí. Terça-feira (dia da minha P3) teremos a visita do Canucks de Vancouver e vamos jogar em casa até dia 20 contra o Senators. Nesse meio termo jogaremos contra Kings (12/12), Hurricanes O PIOR TIME DA CONFERÊNCIA (16/12) e Ducks (18/12). Destaco o último jogo porque é quando o Canadião irá fazer uma homenagem ao ex-jogador e ídolo do time Saku Koivu, que encerrou sua carreira no início dessa temporada. 

Aviso a todos que, agora que entrarei de férias, vou acompanhar mais a fundo o time, os jogadores, a pressão, fazer algo especial pro blog, isso tudo rumo a tão sonhada 25ª, ainda mais nesse ano para dedicá-la ao nosso eterno C Jean Beliveau.

E minha opinião sobre a renovação do Gallagher por 3,75 mi por 6 anos: FODA.

É isso, vou estudar senão me fodo.

#AllezMontréal

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Hockey perde seu Capitão

O eterno camisa 4.

Se no dicionário esportivo existisse uma imagem para ilustrar a descrição da função de capitão em um time de desporto profissional, esta foto seria a do jogador de hóquei no gelo Jean Béliveau, falecido neste último dia 02 de dezembro de 2014.

Sabe aquele caso de um jogador que ninguém aponta com um futuro brilhante, e inesperadamente desponta como uma lenda no esporte? Então... não é o caso do personagem desta coluna.

Nascido em 1931 no interior da província do Quebec, em uma cidade de menos de 50 mil pessoas, o jovem Joseph Jean Arthur se mostrava um prodígio do esporte desde sua infância, quando praticava hóquei no gelo no rink montado no quintal de sua casa e liderava o time de sua escola.

Seu talento despontava de tal maneira nas ligas amadoras, que o garoto alto e habilidoso foi abordado logo aos 15 anos de idade pelo então gerente de hóquei do Club Canadiens de Montréal, em seu primeiro ano de atuação pelo time, Frank Selke (que um tempo depois viraria nome de alguma coisa), para assinar um contrato profissional, sendo esta proposta recusada primeiramente pelo pai de Béliveau.

Após alguma insistência por parte do dirigente, a família da jovem promessa concordou em 1946 por assinar o contrato com o seguinte dispositivo: "Quando, e se, Jean Béliveau se tornar jogador profissional de hóquei no gelo, ele atuará pelo Canadiens."

Ocorre que o jovem pivô, que atuava com a camisa 9 do seu ídolo Maurice "Rocket" Richard, não parecia demonstrar interesse em migrar do hóquei amador para o hóquei profissional, e consequentemente jogar com a camisa bleau blanc rougue.

Desesperado para contar o talento do garoto de 22 anos, que liderara em pontos a Quebec Major Hockey League (QMHL), com 89 em 57 jogos, o cartola Frank Selke teve uma de suas mais brilhantes idéias. Precisava dar um jeito para tornar a QMHL em uma liga profissional, de modo a fazer Béliveau automaticamente um jogador habitant, por força do compromisso assinado em 1946. E como fazer isso? Simples:

Por sugestão de Selke, o Canadiens de Montréal COMPROU A QMHL, e a modificou de "liga amadora" para "liga profissional de divisão inferior" (minor pro league). E como Jean Béliveau estava contratualmente ligado a um time da QMHL, que agora era profissional, por força do contrato de 1946, ele estava oficialmente ligado ao Canadiens de Montréal! Simplesmente genial.

Assim, em 03 de outubro de 1953, pela quantia recorde de U$100,000.00, Jean Béliveau assinava seu primeiro contrato com o Club de Hockey Canadien.

Béliveau (direita) assinando seu contrato ao lado de Selke.

Mas será que um jogador de ligas amadoras poderia valer tamanho esforço e investimento financeiro?

Apesar do título na temporada 52-53, o Habs tinha um elenco envelhecido e já desgastado dos anos 1940, contando basicamente com a lenda Maurice Richard para carregar a equipe. Com a chegada de Béliveau, e em anos seguintes outras promissoras jovens estrelas como Henri Richard (irmão mais novo do Rocket), Doug Harvey, Boom Boom Geoffrion e Jacques Plante (goleiro inventor da máscara), o Canadiens se tornou de imediato uma potência inigualável na NHL, conquistando o pentacampeonato entre 1955 e 1960 (recorde até hoje).

Com a aposentaria de Maurice Richard, Jean Béliveau, já o maior pontuador do time, naturalmente assumiu o posto de capitão e ídolo do tricolor quebecois. Munido de seu dom de liderar e motivar os companheiros, capitaneou o Habs a outras cinco taças na década de 1960.

Adorado pelas torcidas canadenses e admirado pelas rivais, Béliveau cativava os jogadores por seu empenho, sua habilidade e sua postura de líder, sempre respeitando seus colegas e rivais, e entregando sua alma ao seu time de hóquei.

Um momento que ilustra tal característica foi o jogo 2 das quartas-de-final de 1971 contra o líder da temporada regular (24 pontos a frente do Canadiens) e amplamente favorito Boston Bruins, de Bobby Orr. Em seu último ano de carreira, Béliveau e o Habs perdiam a série por 1-0, e o jogo por 5-1, ao término do 2º Período no Boston Garden.

Tomado pela vontade pessoal de fechar sua carreira com vitória, assim como bater seu maior rival fora de casa, o capitão, geralmente conhecido por sua calma diante de momentos decisivos, inflamou os colegas no vestiário, entre eles o nervoso goleiro calouro Ken Dryden, apontando como todos davam eles por vencidos e acabados, e como eles diziam que seriam amassados como uma presa fácil pelo mais forte e mais jovem time americano.

Com dois gols e duas assistências de Béliveau no último período, o Canadiens marcou seis vezes, para fechar o jogo em 7-5 e empatar a série em 1-1, como pode ser visto neste relato americano, intitulado de "A pior derrota da história do Boston Bruins". O Habs acabaria por vencer o confronto em 4-3, avançar nos playoffs e conquistar a Copa Stanley pela 17ª vez. 

"Catástrofe em Boston" Sports Illustrated no dia seguinte.

Além dos 10 anéis de campeão, Béliveau ostenta a marca de segundo maior pontuador da história do Canadiens (1219) e terceiro maior número de jogos (1125), tendo o recorde de temporadas como capitão da franquia (10, igualado por Saku Koivu). 13 vezes All-Star, Troféu Art Ross, Conn Smythe e Hart Memorial. Camisa 4 aposentada em 1971 ao término de sua carreira. Nome incluído no Hall da Fama da NHL no ano seguinte. Campeão mais 7 vezes da liga como membro executivo do Canadiens. Eleito o 7º maior jogador de todos os tempos pela The Hockey News.

Fundador de instituições de caridade, pai de família, defensor dos jogadores quando aposentado, Ordem do Canadá em 1998 (maior honra civil canadense).

Morre o homem, perde o hóquei, fica a lenda. Descanse em paz capitão.

"Jean Béliveau marca o gol da vitória no jogo 7, e o Montreal Canadiens é campeão da Copa Stanley de 1965!"
(veja AQUI e AQUI)

Obrigado você, capitão!

sábado, 29 de novembro de 2014

O que pensar?

Fala amizades! Depois de um tempo fora do blog por motivos de fim de período da faculdade e 3 semanas sem o computador porque deu curto no HD, volto pra cá para o nosso debate de sempre com o assunto vermelho, azul e branco.

E vou começar com a pergunta que paira a cabeça de vocês: o que pensar em relação ao Canadião nessa temporada, após 1/4 da temporada regular ter sido disputada? No momento que estou fazendo o texto, enquanto não termina o jogo do Habs contra o Sabres lanterna da conferência, nosso time voa em #1 na conferência leste, porém com 2 jogos a mais que o vice, Penguins. Vamos lá:

Gostando do time? Sim, mas preocupado com uns troços aí. Ofensivamente gostei da equipe, com o Pacioretty e Plekanec fazendo seus golzinhos, Sekac jogando bem, PA Parenteau sendo decisivo em Shootouts, Eller tendo mais aparições boas (mas ainda longe daquele jogo em 2012 que ele fez 4 gols + um spin o'rama), além dos meninos de ouro Gallagher e Galchenyuk. Mas quando vamos para atrás da linha azul dá merda. Vieram Gilbert, e agora nas trades recentes o Gonchar (mandando pro caralho de Dallas o Moen) e o Allen (mandando pra Anaheim o Bourque), mas ainda não resolveu a parada por lá. Markov volta e meia faz um jogo foda e um jogo merda. Emelin só sabe dar hit e deixar espaço, e ainda não descobriram uma máquina de multiplicar Subban, até porque se descobrirem Luís Roberto iria narrar todos os jogos do Canadião. E Price não pode fazer cosplay de muro todo jogo. Se, até os playoffs, a zaga consertar, podemos dormir sossegados.

E uma das coisas que, não só eu reparei foi que o time perdeu pouco de placar normal. Foram 8 derrotas (incluindo a derrota no OT contra os Canunks e a derrota do jogo que estava em andamento no início do texto. Sim, perdemos pra porra do lanterna) e 3 foram placares aceitáveis no modo normal. O resto, foi um 3-0 pro Oilers, 4-0 pro Penguins, 5-0 pra Rangers e Blackhawks, também em MTL, 6-2 pro Flames e uma pirocada na orelha contra o Lightning. Dessas goleadas, 4 foram EM CASA. Por estarmos ainda no início da temporada e ainda ter uma cacetada de jogos pela frente, dá pra consertar o emocional do time, assim como arrumar a zaga.

Playoffs nesse ano? Sim. Na minha opinião, vamos disputar o topo da divisão com o bom time do Bolts. Bruins corre por fora pra tentar um sprint no final e a ultima vaga fica pra Wings, Ottawa e Toronto. Mas é bom não cravar nada antes pra não dar aquela zica marota que fode vosso time. Mas estou confiante com a equipe, que vem crescendo desde a merda de temporada que foi 11-12. MTL voltou a ganhar respeito e aos poucos ganhou um título de divisão em 12-13 e chegou à final da leste temporada passada. Se manter o ritmo, já podemos pintar o gelo do BC com o logo dos playoffs.

Campeão da Copa do Presidente (#1 da Liga)? Não quero. Esse troféu zica mais que aniversariante em jogo do Habs. Mas um #1 da conferência seria legal, mas não seria minha menina dos olhos. A parada é garantir a vaga nos playoffs (de preferência em 1º ou 2º da divisão, pra ter home adv até a final da conferência) e ir com sangue nos olhos para os playoffs trazer a 25ª pra cá.

Capitão? Pacioretty com a C, PK e Plekanec de A's.

Então é isso. Hoje (29/11) tem jogo contra o Sabres de novo, só que no Bell Centre. Vamos ganhar porque um carro com a placa de Pittsburgh e outro com a de Tampa, vem dando seta pra ultrapassar atrás da gente.

#AllezMontréal

[UPDATE DO AUTOR]

Montréal nesse sabadão enfrentou o Sabres de novo em MTL. E tomamos DE NOVO contra o lanterna da conferência (4-3 no OT). Com isso, de "brigando pela primeira posição da conferência" fomos para SEXTO LUGAR no geral da liga, 4º lugar na conferência e 2º da divisão. Se a parada piorar, vou lá em Montréal mostrar meu descontentamento com o esquadrão de Michel Terrien.

Torcida já protesta nos arredores do Bell Centre

Abração galera! Próximo jogo é contra os ex-Nordiques, e que os dois pontos venham pra MTL nesse momento da temporada onde os pontos são essenciais para chegar aos playoffs. Esse é o primeiro de um série de jogos fora de casa. Voltamos ao Bell Centre dia 9 contra os Canucks.

É isso galera, até mais!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pacote de fã


É fácil ser um fã de hóquei no Brasil, certo? Óbvio que não, e você (salvo em casos de demência) sabe disso.

Sendo assim, para ajudar os fanáticos fãs do maior campeão da história do hóquei no gelo, o Canadiens Brasil traz uma série de dicas para aproximar você, fã incondicional (ou de primeira viagem) do Club de Hockey Canadien. Vamos a elas:


1- Fan Pack

Pelo site oficial do Canadiens, é possível pedir os chamados fan packs ao clube, e recebe-los gratuitamente em sua residência. Mas no que consiste um fan pack? Um pacote desse geralmente é composto por itens simples, entre eles cards dos jogadores, um calendário de bolso da temporada, imã de geladeira, adesivos, entre outros pequenos adereços. Tudo costuma vir em uma carta, sim, um pré-histórico envelope. Eu pedi e recebi um em 2009. Em 2011 pedi mas não recebi.

Geralmente o momento ideal para pedir é ANTES da temporada, pois eles tem um número limitado de fan packs, mas não custa nada tentar.

Mais do que os itens, é uma satisfação enorme ver um carta oficial do Canadiens chegar na sua casa, preenchida com o seu nome. 

Segue um exemplo de fan pack:


Então, como pedir? 
Acesse esse LINK, desça até o final da página, selecione a opção "Fan Pack Request", e descreva (em inglês ou français) que você é um brasileiro coitado que não tem acesso ao hóquei e produtos dos Habs, e teria sua vida mudada se recebesse um fan pack. Se quiser pode alegar até uma bolha de sangue no cérebro. Coloque seu endereço, nome completo e ZIP CODE (conhecido popularmente como CEP) e reze para que eles mandem um para você.


2- Club 1909


Nesta temporada, motivado pela consolidação das redes sociais como mecanismo de interação, o Canadiens criou a página CLUB 1909, onde fãs do mundo inteiro podem se cadastrar e participar de promoções, enviar vídeos, compartilhar informações em Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, e com isso ganhar pontos e participar de promoções. Está começando agora mas eu achei promissor e interessante. Já me cadastrei e estou concorrendo a um PUCK usado no jogo de abertura da temporada em casa, contra Boston. De graça!

Quer participar também né? Entre AQUI e se cadastre!


3- Aplicativo Canadiens de Montreal

Essa dica é mais simples mas bastante útil. O Habs lançou recentemente seu aplicativo oficial para iphone e android, com muitas informações sobre o time, principalmente para jogos, como escalações, alertas de gol, etc. Eu recomendo entrar na sua AppStore ou GoogleStore e baixar o quanto antes.

Espero que essas dicas ajudem vocês a se aproximarem mais do Le Club de Hockey Canadien. Rumo à 25ª Taça! 

GO HABS GO

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Resumão - Invicto em casa e Trip ao Oeste

Fala galera do mal! Dilma ganhou, o dólar subiu (o que vai carcar muita gente na hora de comprar sua jersey do Canadiens) e a Cantareira continua vazia. Mas nada de desespero porque hoje tem jogo do Canadiens contra o Ed Motta Oilers, ex-time do maior jogador de todos do tempos Wayne Gretzky e que hoje só ganha first pick no draft. Mas antes tivemos 4 jogos em casa, contra os Bruins (já citado aqui no blog), e contra Avalanche, Red Wings e os vice campeões da Stanley Cup, NY Rangers. Vamos com um pequeno resumo para o esquenta do jogo de logo mais, que nem sei o horário porque quem mora no errejota sempre se ferra pra saber o horário dos jogos na época de horário de verão.

Vamos ao gabarito:

Contra o Ex-Nordiques: O show de Showbban


Existe um filho da p*ta em Montréal que deve ter posto no estatuto do time que "Montreal tem que começar o jogo com 1-0 pros caras". Ou querem bater um daqueles recordes escrotos de ESPN de "time com mais viradas na NHL" ou estão de sacanagem. Mas vamos lá. Alex Tanguay recebeu cara a cara com Carey Price e fez 1-0 logo no início do primeiro período. Chegou o 2º período e veio o Montreal com tudo. PK Subban, num ataque de PP, empatou a peleja logo no começo. Logo depois, Alex Galchenyuk virou para os donos da casa e de novo SHOWbban ampliou o marcador. Aí o Nordiques/Avs vieram com força no 3º período e Duchene apenas diminuiu o  prejuízo. Final: 3-2 MTL.

Contra as Asas: Little Big Desharnais

 
De novo, novamente, again, o que for. Começamos atrás do placar. Depois de um 1º período com os goleiros mitando e os atacantes com mira de cego, o gol só sairia no 2º período. E do outro lado. Zetterberg abriu o placar para o time de Detroit. Aí foi  aquela agonia durante o jogo, nada de gol canadense, com a chance da defesa entregar a paçoca, Lars Eller foi lá e levou o jogo pro OT. Aí começou o OT e quando você ia pegar o refrigerante, o center de 1,10m em pé David Desharnais, fechou a conta e passou a régua.

Contra os Power Rangers: 7-1-0 na tua cara!


Finalmente algo inédito nessa saga em casa: COMEÇAMOS GANHANDO!!! Sim, Montreal não virou o jogo dessa vez. E o estupro contra o vice da Leste (sim, a piada é escrota) começou com um gol do Tomas "Eduardo da Silva Checo" Plekanec. Logo depois, Hagelin empatou para o time de NY. Aí depois só deu a gente. Eller desempatou para o maior campeão e o nosso capitão moral Pacioretty fechou a conta. Esse 7-1-0 empatou com a melhor campanha inicial do Habs desde a sua história, quando em 1961-62 o time começou com 7 vitórias e 1 empate (sim, na época tinha empate).

Agora vamos com a cabeça pra Edmonton para bater esse recorde e se distanciar na luta pela vaga nos playoffs. Depois de Edmonton, Calgary e Vancouver receberão o time para os jogos seguintes. Montréal só volta pra casa no dia de Finados, contra o Flames.

E pra finalizar, parabéns ao Rodrigo Ribeiro, que hoje completa mais um ano de vida nesse mundo louco que é a p*rra do planeta Terra. Felicidades, sucesso, não exagere no kissuco e muitas quengas rosadinhas pra você.

Abraços!

Allez Montréal!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Freguês a vida toda


Na noite de hoje/ontem/sei lá, o maior campeão abriu os seus trabalhos em casa nessa temporada. Como de costume, teve a apresentação do time para os fãs, a cerimônia da tocha (que teve o mito Ken "destruidor de ursos" Dryden entregando a tocha para o nosso "capitão moral" Carey Price), a Ginette Reno cantando o imponente O Canada!, e toda a pompa de sempre.

E alguém tinha que servir de putinha pra nos fazer rir. E quem mais poderia ocupar tal vaga? Ah, o de sempre né? (Falando nisso, estou fazendo tal texto com uma bela trilha sonora vinda dos becos dos bailes do Rio que resume este clássico, como isso por exemplo). E alguém pode avisar para estes cornos que é legal ganhar de um time sem que antes leve gol, ou sofrimento, ou algo parecido.

Boston fez o primeiro da partida com o Chara, que ainda joga na NHL porque só tem Zé Bunda no comando da liga, pois qualquer pessoa série botaria um gancho pesado dele (bota 3 carinhas do STJD lá na NHL e o Chara nem vê mais gelo na vida dele). Mas depois, para mostrar que aqui a camisa pesa e não é zoeira, Pacioretty empatou a parada. E assim foi até o final do primeiro período.

Logo aos 7 min da segunda etapa, Gallagão virou para os donos da casa. Até aí tudo bem, pois em menos de 1 minuto Montréal toma outro, com Soderberg, e em seguida, três minutos depois Krug vira para os ursinhos. Mas eis que, logo num jogo inaugural, Jiri Sekac fez seu primeiro gol na NHL num preciso wrist-shot, com direito a uma comemoração do seu pai no maior estilo "meu filho de 9 anos fez um gol pelo time da escolinha". E na soprada do apito, PA Parenteau vira de novo para o Montrealzão da Massa.

4-3. Terceiro período começa, e Gallagher fez o seu segundo da noite, ampliando pra 5-3. O Bruins, como de habitual, começa a bater mais que time sul americano em Libertadores. Até Simon Gagne fazer um gol polêmico que ele empurra o puck com o pé para a rede de Price.

Aí você pensa. 5-4. Seu time precisa de um gol pra levar pra OT e pelo menos ter um ponto. O que você faz? Joga como homem ou começa a querer brigar feito um traveco se matando por um lugar no calçadão? Lucic, o jogador mais tosco da Terra, escolheu a segunda, e com um misconduct saiu do jogo faltando 20 segundos. O Bruins foi com Empty Net pra tentar matar o PP do Habs, empatar o jogo e...

A freguesia se manteve. Como sempre. Parenteau fez de novo e 6-4.

Muda a temporada. Muda o capitão. Muda o goleiro reserva. Muda o time. Muda até o presidente (sem comentários de Dilmaécio aqui)...Mas a putinha freguesa, essa é eterna.

Próximo compromisso: receber o Avalanche com Varlamov no IR e o backup com problemas. Vai que o Roy volta a usar a 33 por lá.

Abraços!

Allez Montreal!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Resumão - SS (Shootouts e Sacolada)

Fala povo!

Hoje eu farei um resumão do que rolou nos últimos 3 jogos do Canadiens na NHL. Vimos que o maior da liga enfrentou o Capitals na capital da terra do Tio Sam, o Flyers na terra do nome de cream cheese e o Lightning em Tampa. Em todos eles, MTL saiu atrás do placar, mas ao decorrer do jogo conseguiu igualar o marcador, destacando o jogo contra o Flyers. Vamos aos jogos:

Canadiens @ Washington


Jogo duro contra o time da capital. Burakovski (lá vem piadas com buraco) fez para o time da capital, numa falta de atenção do zagueiro de 72 milhões de dólares PK Subban. Mas no terceiro período, Tomas Brokanec empatou para o Habão da Massa e levou a partida para o OT, garantindo pelo menos uma pontoleta para o time canadense. Mas não foi só o atacante que foi personagem do jogo, pois Dustin Tokarski se garantiu lá no fundo com .967 de defesas (29/30) e ajudou Montreal para garantir a vitória no SO. Destaco os chutes de Galchenyuk, que voou antes de por o puck na rede e o de Gallagher, que fechou o caixão da cidade que nos tirou o Expos.

Canadiens @ Philadelphia



Meu irmão, o que podia ser uma surra virou uma virada inacreditável. Até a pessoa que vos escreve ficou surpresa pois este time que só toma no 3º período sapecou 3 GOLS NO TERCEIRO PERÍODO. Estou com a mesma cara quando soube que o Flamengo tinha feito 3 gols no Cruzeiro. Mas voltamos com o foco. Raffi e Simmonds(2) fizeram para o time do cream cheese nas primeiras etapas, mas aí rolou o baixa-santo, o Dolly esquentou no vestiário e o Habs voltou com o espírito dos jogadores da década de 50  no corpo. Markovovô fez o primeiro, Brokanec fez o segundo e o Alex Galchenyuk levou pra OT. Nada ocorreu no OT. E Parenteau foi lá e garantiu o leite das crianças.

Canadiens @ Tampa Bay


A imagem fala por si só.

Mas olha só, não é motivo de criar muito pânico agora. Apesar do PP não ter funcionado em TB, a defesa ter cagado pro jogo e tudo cair na bunda do Price, o desastre ocorreu no 4º jogo da temporada, melhor ocorrer agora e ao longo do tempo consertar do que dar merda no final (mas também não é pra tomar 7-1). O jogo é típico do estilo "hoje na chuva de panicat, cai o Vesgo no meu colo", então não vai acontecer de novo por muito tempo (até porque em condições normais eles tomam varrida).

Nosso próximo compromisso é quinta-feira, na nossa partida de abertura em casa (Home Opener Match é coisa de letra E) contra a Argentina (leia-se Freguês com F maiúsculo) de preto e amarelo. Sem muita festa, com muito resultado.

Antes de finalizar, eu vi no Facebook um vídeo inspiracional para a nova temporada. Achei bem maneira as imagens, e a canção também combinou. Tá aí:



Mas Thiago, que canção maneira! Qual é o nome dela?
R.: The Falling - We Are The Ones

Onde eu baixo?
R.: Se vira.

[NOTA DO EDITOR: Você pode baixar o áudio do vídeo NESSE SITE. Desculpem a indelicadeza do colunista!]

Abraços!

Allez Montréal!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Varrendo as folhas de outubro


Fala aí seus putos. Já estava com saudade de teclar palavras de otimismo nesse site, muita das vezes justificadas pelo período de Copa, de faculdade, de vagabundagem e eleições (?). Mas hoje começou a liga mais foda do hemisfério norte (porque NFL não é isso tudo e NBA é um torneio onde os times peidariam de jogar contra o Bauru nas nossas "arenas de telhado de amianto") com O clássico mais foda da terra. Era o DEUS TODO PODEROSO CRIADOR DO PUCK DO GELO, E DO CARRINHO QUE AGORA ESQUECI O NOME QUE LIMPA O GELO, contra o time das folhas da terra do Justin Bieber e do prefeito crackudo.

Antes de tudo, uma trilha sonora que usei pra fazer o texto:

Como de costume, saímos na frente com um gol do "quem sabe futuro C do time" Max Pacioretty. E como de costume, tomamos o empate. Um chute de Kozun (que virou Kuzin no twitter BR porque BR é um bicho escroto) desviado por Kadri, enganado o goleiro de ouro. Como de costume, a zaga cochilou e eles viraram com o gol de Bozak. Aí veio o Brocador da Rep. Tcheca chamado Tomas Plekanec acompanhado de um belo passe de Emelin e empatou a peleja.

Então veio o gol do NEGRO MAIS FODA DA LIGA, 72 MILHÕES É POUCO NORRIS NELE, pra virar e deixar aquele gosto legal pra galera de MTL. Mas como o Montrealzão da Massa adora um terceiro período pra alegrar o adversário, como de costume, tomamos o empate num gol de Rielly. Mas eis que, no finalzinho do jogo, vem o Brokanec e mostra que o Habs não é recreio, fechando a conta em 4-3 para nós. Como de costume, fizemos de Toronto a nossa putinha local. 

De análise não tão profunda, pois estava ao mesmo tempo procurando por alguma stream decente e fazendo minha inscrição numa feira acadêmica da faculdade, a defesa continua a mesma mãe de antes, Price continua limpando as cagadas (nem todas, mas se fosse outro mulambo no gol ia ser um estupro) e o ataque tá aquela coisa que já conhecemos. Gostei da estreia do P.A. Parenteau, que chutou o disco e bateu nas duas traves. Vi o Gilbert fazer uma merda e o Malhorta...caguei. Assim como o Sekac. Mas como é primeiro jogo, vou deixar passar. Depois do 10º jogo a gente pode fazer uma crítica melhor sobre o time em conjunto e como as contratações estão fazendo efeito em MTL. 

Antes de finalizar, quero agradecer ao meu amigo Kevin por deixar, de novo, eu assistir um jogo do Habs na casa dele. E aqui estou 2-0 (a primeira foi um Habs-Bruins com direito a gol contra do Chara).

Nosso próximo encontro será amanhã contra os Capitals na capital americana, e a galera de lá aponta para o uso de Tokarski como titular pra esse jogo.

Boa noite seus putos. Agora vou ver o meu Flamengo ganhar do Suns. Ou tomar sacode.

Allez Montréal!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Match de D'Ouverture


"Abrem-se as cortinas, começa o espetáculo!"
GIGLIOTTI, Fiore

Nada como as palavras do saudoso locutor esportivo italo-brasileiro para traduzir o dia de hoje. Começa a temporada 2014-2015 da Liga Nacional de Hóquei no Gelo.

Mais uma vez iniciamos nossa trajetória contra o tradicional rival anglófono de azul (que vale sempre lembrar, não vence um campeonato desde 1967) às 20h15, horário de Brasília, em Toronto.

Será o primeiro jogo de uma série de 4 partidas que faremos longe do Quebec, até o jogo de abertura do Centre Bell na temporada contra o arqui-inimigo (e portador do pacote fidelidade de freguesia habitant) Boston Bruins, na quinta feira dia 16/10/2014.

Como nossos leitores habituais podem ter percebido, não tivemos qualquer material de análise prévia da temporada disponibilizado aqui no site, e desde já pedimos perdão por essa falha. Mas podem ficar tranquilos que até o home opener teremos muitas novidades por aqui, e conteúdo que os fãs do Canadiens merecem.

Por fim, eis a provável escalação do tricolor quebecois para hoje, que incrivelmente não tem nenhum desfalque por lesão, com destaque para a nossa linha 2 de ataque:


ATACANTES

Pacioretty/Desharnais/Parenteau

Galchenyuk/Plekanec/Gallagher

Sekac/Eller/Bourque

Weise/Malhotra/Prust

Reserva: Bournival, Moen


ZAGUEIROS

Emelin/Subban

Markov/Gilbert

Beaulieu/Weaver

Reserva: Tinordi


GOLEIROS

Price/Tokarski


terça-feira, 5 de agosto de 2014

O fator PK


O quanto vale um ídolo?

Como todos sabem (ou deveriam saber), o jogador mais identificado e adorado do Quebec, Pernell Karl Subban, renovou com os Canadiens de Montréal por 8 anos, com remuneração média anual de 9 milhões de dólares.

E antes de expor a minha opinião sobre o assunto, vou trazer alguns números para vocês, nossos amados leitores, refletirem um pouco.

1 - 20 MAIORES SALÁRIOS DA NHL
Clique na imagem para ampliar

2 - 61º ao 80º MAIORES PONTUADORES DA NHL
Clique na imagem para ampliar

Preciso continuar?

Esqueçam o carisma. Esqueçam da vontade cativante com que ele joga. Esqueçam a identificação com a torcida e a cidade. Analisemos o JOGADOR Pernell Karl Subban.

O 75º maior pontuador da LNH merece o 3º maior salário da LNH? A resposta pra mim é bem óbvia!

Mas por que raios fizeram esse salário obsceno?

Agora lembrem do carisma. Lembrem da vontade cativante com que ele joga. Lembrem da identificação com a torcida e a cidade que o tornam um potencial ídolo e franchise player.

Lógico que Subban é um ótimo defensor, com potencial para ser espetacular, que vem de ótima temporada onde apareceu em momentos importantes nos playoffs. Mas meu ponto principal é:

NENHUM DEFENSOR vale ou vai valer um salário desse porte! Isso é salário TOP 10 pontuador da LNH, jogador que MUDA O RUMO DE UM TIME, leia-se Ovechkin, Crosby, Malkin, Perry, Datsyuk e cia. 

E infelizmente, temos outros números que pesam:
- Subban foi o 5º pontuador na LNH entre os DEFENSORES.
- Subban foi o 3º pontuador do próprio Canadiens, atrás Paccioretty e Vanek.

O quanto eu acharia justo para o jogador ganhar então? Um salário por volta de 7 milhões por temporada, com duração de 5 ou 6 anos. Ele teria de 30 a 40 milhões garantidos num contrato já bem alto para um defensor (seria o 5º na LNH).

Agora nós temos 9 milhões em salários comprometidos por 8 anos apenas com um defensor. Some-se isso aos 3 anos do zagueiro/vovô/alto-histórico-de-contusões Markov ganhando 5,75 milhões, e como mágica já temos quase 16 milhões comprometidos em apenas UMA LINHA da defesa.

Clique na imagem para ampliar

Quer mais notícias interessantes? Com essa soma toda, temos apenas 2 MILHÕES livres no caixa para reforçar o elenco que claramente carece de defensores e alas-direitos. 

E NÃO PARA POR AÍ!
Galchenyuk e Gallagher, jogadores fundamentais para o time, estão na temporada 2014-15 em seu último ano de contrato de rookies (cada um ganha MENOS de 1 milhão) e com certeza vão pedir na casa de 4 a 5 milhões (para cima) cada um no ano que vem, quando já temos... 59 dos 69 milhões de espaço salarial comprometidos!!!

(pausa para respirar)


Minha cabeça dói só de pensar nisso tudo. Lógico que eu queria MUITO a permanência de PK Subban e iria XINGAR ATÉ A 3ª GERAÇÃO da família do Bergevin se ele não ficasse. Mas essa brincadeira custou MUITO CARO. Por esse preço eu não renovaria jamais.

GO HABS GO

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O começo da off-season


Fala galera do bem!

Bem, o Los Angeles Kings ganharam a Stanley Cup (deram sorte de ser o Rangers porque se fosse o Habizão da massa aqui ia tomar um sacode igual 93), Lundqvist virou em um ano 2 segundos lugares e herdou assim o apelido de LundqVICE ou LundqVASCO e estamos em ritmo de FIFA Mundo Copa na Dilmaland (o ê á!).

Mas enquanto a Brazuca rola, o Fuleco dança e a Espanha toma mais um gol da Holanda, algumas coisas aconteceram com o Canadiens. Vamos aos fatos importantes (e os que eu lembro):

- Logo no início da off-season, nosso GG Marquito Bergevin disse que não irá renovar contrato com Vanek, Murray e Parros. Os dois últimos não fariam tanta diferença assim para o time. Vanek foi por ser muito caro e não ter agradado tanto na pós-temporada. A saída dele, como disse no texto anterior, abre muito Salary Cap para uma renovação com PK Subban;

- Falando no mito, a imprensa québécois aponta para uma renovação em torno de 45 milhões de doletas por 7 anos. É uma renovação muito cara, porém, diferentemente de 2 anos atrás, Subban não é mais uma promessa que fazia bons jogos, alguns gols e matava urso. Agora PK virou um símbolo do Montréal pós-2011-12 season e se tornou um defensor de ponta da liga, se tornando um vencedor do Norris, um dos principais jogadores do time nesse ano e continuando a matar ursos. Se fosse Bergevin, renovava;

- Mas já renovamos com um jogador. Dale (dale dale ô) Weise renovou com o Habs por 2 anos ganhando 1 milhão/ano. Ótima jogada de mestre do nosso GG ao renovar com um jogador que foi bem na pós-temporada, principalmente contra os Bruins (tirando o Lucic do sério). Pode dar certo na temporada a vir.

- Nessa semana a direção do time irá aposentar mais uma camisa. Trata-se de Guy "Pointu" Lapointe, defensor do Habs no time campeão de 1971, 1973, 1976-1979. Fazia com Larry Robinson e Serge Savard o super "Big Three", que fez com que o caneco ficasse em casa. Detalhe que ele tem a mesma quantidade de Stanley's que o nosso rival e time que ele encerrou a carreira, Boston Bruins. Lapointe é o décimo jogador na história do Habs com mais assistências e o defensor com mais gols como D-Men, também na história do Habs. A camisa retirada será a 5, que também foi de Bernie Geoffrion.

É isso galera. Outra coisa, galera que tem a jersey do Habs ou qualquer outra coisa, a page do Canadiens de Montréal no facebook está postando fotos dos torcedores do mundo inteiro. Vamos lá marcar uma presença e representar legal por lá.

Já que não tem Boston Bruins pra zoar nesse mês, vou postar uma foto em homenagem a um cara tão idiota quanto o time auri-negro de Boston. 

Adiós, espanholita!

Allez Montréal!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Férias Forçadas


Fala ae seus gol do Petkovic aos 43.

Desde o jogo 6, que o Canadiens ficou no caminho contra o NY Rangers, o tesão pelo hóquei parece que deu uma diminuída drástica. Afinal de contas, é muito difícil continuar pensando em hóquei quando seu time está fora da festa. Num curto espaço de tempo, você deixa de torcer para o seu time estar na SC Finals e só poderá torcer para seu GM ser eleito o melhor da temporada, seu D-Men ser eleito o cara da capa do jogo de videogame e o C do time que te eliminou tocar no troféu de campeão da conferência.

Mas antes de arrumar as malas e sair por aí, o que podemos tirar de bom dessa temporada 13-14?

Do time: Sinto dizer a todos os outros times, mas "Atenção chegou Chatuba, hein!". Nenhum, nem mesmo o mais otimista torcedor tricolor iria pensar em pensar em sonhar que o mesmo time que ficou na lanterna da Conferência Leste iria chegar numa final de conferência dois anos depois. Claro que o time ganhou 2 moleques-piranha com Alex Galchenyuk e Brendan Gallagher, trouxe o barrinha de XP gigante em Playoffs Danny Brière, além de contar com a evolução de PK Subbanzão e Pricemito. Em 2 anos de BergevEra, foram um título de divisão e top-4 da liga. Fizemos o Montreal do passado, que nego ia pro Bell Centre piscar o olho, mandar beijinho e passar a mão na bunda, virar o Montreal Seu Pior Pesadelo, onde pisar no Bell Centre virou sinônimo de medo (exceto o jogo 1 contra os Rangers, mas de resto foi assim mesmo). Dá pra colher bons frutos com esse time e, se continuar nesse ritmo, veremos o nome de Carey Price e cia no Santo Graal do hóquei.

Dos Jogadores: Temos um par de goleiros decente desde quando mito Halak era o titular e o backup era o Price ainda em fase de comedor de novinhas. Price, agora mais velho, pai de família e menino de ouro do Canadá, pode ter como reserva Dustin Tokarski, o moleque que só ganhou a porra toda nas ligas menores. Sinto cheiro de Budaj fora da cidade, mas só o tempo irá confirmar minha teoria. Mandar o Budaj embora nos dará 1 milhão e 400 Obamas pra gastar numa renovação do Subban, quem sabe. 

Na defesa, temos a nossa maior preocupação. Como geral deve saber, PK Subban estava em seu último ano de contrato e virou um RFA. Em 2012 pra 2013, Bergevin deu um contrato de 2 anos para ver "o que o Subban podia nos dar". Ele só ganhou um Norris e ainda foi um dos nossos líderes na campanha dos playoffs. Acho bom senhor Bergevin abrir o cofre pra  renovar com o puto, que vai pedir muito, e esquecer com a ideia de renovar com o mito Markov, que já está velho e não rende tanto quando rendia nos seus tempos de russo picudo master. De UFA, temos o Markov, o Bouillon, o Weaver e o Murray. Desses, mandava só o Murray pro inferno. E o Markov, se for pra renovar, que seja pro um valor baixo (menos de 5 milhões e 700 e alguma coisa).

No ataque, a primeira medida é expulsar o Vanek, que não apareceu nos jogos contra os Rangers, mas jogou bem contra Boston. Olhando para os UFAs, temos o nosso capitão Brian Gionta e o boxeador sobre lâminas George Parros. Não acredito que o austríaco fique, o que faz MTL ter 7 milhões em caixa. Então uma renovação com Gionta parece iminente. E Parros ficar... Olha, é barato, e é bom ter um enforcer no time. De RFA, Lars Eller e Dale Weise tem que ter seus contratos renovados. E  o Ryan White, outro RFA, pode ir pro mesmo ludar que o Murray. A pica maior vai ficar para 15-16, onde Gallagher, Galchenyuk e Bournival vão virar RFA e deixarão de ganhar seus salários de rookie.
Mais informações de salário dos jogadores aqui.

Eu liberaria o Vanek pra renovar com o Subban. O foda é deixar embora um jogador do calibre do Vanek ir embora, mesmo sendo pipoqueiro e questionado (assim como o Pacioretty) pelo ex-jogador do Habs e eterno 10 Guy LaFleur.

Da Final da Stanley Cup: Eu ia cagar pra final, mas como estamos aqui pra fazer o esporte crescer, vou falar da final também. Kings e Rangers farão uma final interessante. Alguns repórteres falam em Hollywood contra a Broadway, mas como não sou "letra E" do Teste de Macho, vou apelidar o confronto de Quick (que de vez em quando ressurge das cinzas e começa a fazer defesas e shutouts) contra o Lundqvist (que pode se coroar como MVP ou se chamar Lundqvist da Gama, com um vice olímpico e da SC em um ano). Em nome da zoeira, dá Kings em 7 (como eles fizeram em TODOS OS JOGOS pra chegar até aqui).

Agora vou descansar depois de um período na faculdade de tirar a paciência. Com a Copa do Mundo chegando, vou reforçar o estoque de cerveja aqui e ver jogo quase todo o dia, além de tirar férias do Flamengo por 45 dias. Infelizmente, depois da Copa verei o Flamengo. Porque Canadiens, só em outubro.

Depois voltarei para falar dos prêmios, do draft e dos preparativos para a nova temporada.

Abraço galera! #AllezMontreal!