sábado, 25 de abril de 2015

Há explicações?




Fala galera tricolor!

Então, hoje o meu lado fanfarrão foi dar um rolezinho na praia. Vamos falar meio sério.

Imagina que você, depois do jogo de domingo passado (o de noite, o da tarde quero esquecer, aquele pênalti roubado, aquela cara do sapo gordo filho da p... zoando meu time) você deve ter imaginado "Porr*, agora vai, 3-0 na série, vamos jogar contra um time frágil sem saber o que fazer, só jogar o bom e velho hóquei e correr pro abraço, impossível que eles possam crescer na série".

Pois bem, perdemos lá. Mas aí tudo bem. Eles jogavam pela honra e queriam evitar uma eliminação feat. varrida em casa. O que resultou até na troca do promissor goleiro Hammond pelo experiente e já conhecido da galera Craig Anderson e que naquela situação deu certo. Tínhamos mais 3 jogos e o próximo jogo era em casa. Então tá sussa!

Errado.

Montréal cagou pro jogo ontem, deixou se levar pelo Sens e tomou uma goleada com direito a um frango do Price (o primeiro gol do Ryan, que o puck passou entre o braço e o corpo do 31), uma falha grotesca do Markov (a 2ª na série) e mais um misconduct (dessa vez de 10 minutos) para o PK Subban.

Não vou resumir o "jogo" de ontem porque não estou com palavras corretas para usar em tal resumo (o texto com certeza iria ser censurado pela quantidade de "palavras feias que não combinam com os torcedores das novas arenas"). Mas levanto umas questões para o resto da série:

- Com explicar que um time, que abre 3-0, deixa o time adversário crescer numa série "tranquila" e botar 3-2 (contando com o pífio jogo de ontem), podendo empatar em casa e forçar um jogo 7 cheio de pressão para nós?

- Como explicar que um time que ano passado teve colhões para fechar uma série em casa por 4-0 não consegue jogar miseravelmente bem em próprio território para pelo menos fazer frente ao adversário? Porque eu tenho certeza que 11 entre 10 pessoas concordam que o time de MTL parece que ficou preso no aeroporto de Ottawa e não chegou a tempo do jogo de ontem. Isso porque ainda não mencionei (nem quero) o time de PP.

- Como explicar o clima de oba-oba explicito nos jogadores e como isso chegou nos vestiários, senhor Therrien? Oba-oba, clima de "já ganhou", levar vassoura pra arena, falar que já está classificado pode ser o maior sinal de azar dos esportes, mas isso é exclusivamente de uso para TORCEDORES. E pelo jogo de ontem + o jogo de quarta, parece que os jogadores estão pensando que "ah, só um jogo, a qualquer momento a gente ganha essa bagaça".

- Como explicar que um time, que teve 21 CHUTES A MAIS não conseguiu ser eficiente contra um goleiro mediano? O velho problema de MTL na temporada regular parece que não foi curado para as eliminatórias. Ottawa teve bem menos chances e conseguiu ao menos aproveitá-las (somando com os erros defensivos do time tricolor).

Domingo tem jogo 6 em Ottawa e talvez essas questões sejam respondidas, seja por bem ou por mal. Jogo crucial para a moral Habitant. Dependemos de apenas uma vitória ainda, porém uma nova derrota pode deixar as coisas mais difíceis para o Canadião, já que estaria dando a faca e o queijo para o Senators.

É só fazer meio gol e acertar a defesa. Só peço isso.

O que era pra ser uma festa vira um drama, amigos.

#AllezMontreal

terça-feira, 21 de abril de 2015

Rádio Habitant - Edição 13


A 13ª Edição da Rádio Habitant está no ar!

O programa em língua portuguesa sobre o Canadiens de Montréal retorna para mais uma hora passando a limpo a primeira semana dos playoffs da NHL, a expectativa para o futuro da série, funcionamento do Gamecenter do NHL.com, e muito mais!

Escute, baixe, salve, aproveite, e não esqueça de deixar seu comentário!

13ª Edição
Apresentação: Bruno Fares e Thiago Pereira
Edição: Bruno Fares
Produção: Canadiens Brasil

Ouça clicando AQUI na BARRA LATERAL do site!

Para baixar, bastar entrar no SoundCloud pelo link acima e clicar na SETINHA abaixo do player.

GO HABS GO!

domingo, 12 de abril de 2015

Vem Playoffs!



Fala galera! Declaro aberto o clubismo no site, no grupo, na vida, na rua. O Canadião gigante provou porque é o gigante do país vencendo seu rival mediocre por 4-3 no Shootout. De quebra, ganhou a divisão levando o jogo para o OT, já que era o mínimo que o time precisava. E essa ótima temporada deu ainda a Carey Price o troféu Jennings, que será dividido com um tal de Crawford, do Blackhwaks.

Aos três minutos, Phil Kessel, livre atrás do gol só teve o trabalho de girar e por o Leafs na frente. Mas nem deu tempo de xingar direito porque David Desharnais foi lá e tratou de empatar rapidamente o jogo.

Dez minutos depois, Phaneuf deu um chute, que desviado por Casey Bailey, pôs o Leafs na frente. E assim foi até o final do 1º período.

O juiz apitou o 2º período e gol do Habs. Plekanec fez o serviço que deixou a partida empatada novamente. Logo depois, Tyler Bozak desempatou para o time de TOR e Jacob De La Rose (olho no garoto) levou o jogo pra OT.

Do gol do JDLR até a defesa do Price no Shootout, aquela mesma cena que o torcedor tá acostumado. Time pressionando, algum lance polêmico contra o Habs (um gol do Gallagher anulado por uma interferência no goleiro), Price pegando até espírito... Mas no Shootout, Galchenyuk e Desharnais fizeram os gols e Price sendo sempre Price. Vitória, Varrida, Título de Divisão.

Mas o outro ponto alto da noite estava por vir...

Mas escute com trilha sonora específica pra isso.




EU TOOOOOOOOOOOOOOOOOOO PASSANDO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL
EU TOOOOOOOOOOOOOOOOOOO PASSANDO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL
ESSE TIMEEEEEEEE É UM NANIIIIIIICOOOOOOOOOOO
E AINDA QUER DIZER QUE É MEU RIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL

Já fiquei muito puto por conta dos jogos do Habs, Flamengo, Giants, o que for. Dormi puto, bolado, mas cara, parece que o Bruins vem e diz "calma querido, estou aqui pra te fazer rir". Sério, Montreal pode não me deixar feliz todo ano, mas todo ano o Bruins me deixa mais alegre (exceto 2011, vai tomar no seu cu, Vancouver!). Todo cheio de marra, cheio de pampa pra quê. Morrer na praia. Levanta um banner no TD Garden com o rosto do Bergeron porque é a única coisa que comemoraram nesse ano. Ainda bem que existe Tampa Bay na divisão pra pelo menos termos um rival decente. Até o Buffalo Sabres deu mais trabalho que essas porras aí.

Sério, no twitter foi a coisa mais engraçada da minha vida. Tinha gente pedindo a cabeça do CHARA. SIM, CHARA O MALDITO. O alto, forte, viril (palavra do você-sabe-quem lá do canal de quatro letras vermelhas) defensor do Bruins já não vem bem desde o ano passado, e nesse final foi o fim da paciência para o D-Man de 3 metros. 

Mas, como sou um gentleman e estou sensibilizado com a situação do maior rival, vou aqui prestar meu discurso de solidariedade aos nossos rivais queridos, que estão passando por um momento delicado:


Fica com a capa que eu fico com a vaga.

Então é isso, galera! Agora a série é contra Ottawa, primeiros dois jogos serão em Montreal, então é hora de entrar no Beast Mode e passar por cima desses otários. Mas isso é assunto para um podcast.

Valeu galera! Até mais!

#AllezMontreal

P.S.: O clubismo tá valendo até as 16h do dia 12/04. Depois disso é ficar no sapatinho total até o dia 15.

sábado, 11 de abril de 2015

2-on-1: O último dia

Fala nação tricolor!

Chegou o dia do juízo final para algum times na querida LNH. Hoje, o Canadião pega o Leafs em Toronto para conseguir uma vitória essencial para garantir o título da divisão e entrar com moral nos playoffs. Pra isso, basta no mínimo levar o jogo para OT para gritar é campeão. Em caso de derrota no tempo regulamentar, é torcer para Tampa Bay perder em casa para o Bruins. Agora, vou fazer um resumão do que pode acontecer hoje:

Montreal campeão da divisão:

Enfrenta o Leafs em Toronto.

Se vencer: É Campeão!
Se levar pra OT: É Campeão!
Se perder no tempo normal: Torcer para TB perder (seja no tempo normal ou em OT).

MTL pode pegar: Penguins, Red Wings e Senators.

Tampa Bay campeão da divisão:

Enfrenta o Bruins em casa.

Se vencer: Torcer pra MTL perder no tempo normal.
Se perder (seja no OT ou no normal): Fica com o vice.

MTL pode pegar: Red Wings ou Ottawa

Também há outras situações para os times da conferência que disputam Wild Card, já que só resta uma vaga para Penguins e Bruins (Ottawa acabou de vencer os Flyers e garantiu sua vaguinha).

Pro Penguins ir aos playoffs:

Enfrenta o Sabres em Buffalo.

Se vencer: Tá dentro!
Se perder no OT ou no tempo normal: Torcer pro Bruins perder, seja em OT, seja no tempo normal (caso contrário, é eliminado por critério de desempate, nesse caso confronto direto)

Pro Bruins ir aos playoffs:

Enfrenta o Lightning em Tampa Bay

Se vencer: Torcer pro Penguins não vencer o jogo.
Se perder:


É isso, galera! Agora é ver o jogo de logo mais e esperar até dia 15 pra começar realmente o campeonato de hóquei mais incrível do mundo!

Abraços!

#AllezMontreal

segunda-feira, 30 de março de 2015

2-on-1: Playoffs de novo, o ano de Toka e os pitacos para as séries

Fala galera! Bem depois de um período sem textos meus (o último texto foi na véspera do Natal, pra você ter uma noção) justificado pelas semanas de festas de Dezembro-Janeiro-Fevereiro (resumindo, férias, Natal, Ano Novo, férias de novo, Carnaval e final de férias). Mas acabou a sacanagem e temos que voltar ao trabalho, depois de 300 textos do editor-dono.

Vamos começar com o 2-on-1 logo porque daqui a pouco tem Canadião:

PLAYOFFS DE NOVO

Só um cara que viajou pra Marte em novembro e voltou agora que não saberia que o time iria pra pós-temporada de novo. Campanha de topo da Liga, ataque marcando pouco, porém eficiente, defesa sólida (leia-se CAREY PRICE AGARRANDO ATÉ VENTO) fazendo o time de Montréal ir pela 3ª vez seguida desde a chegada do Bergevin. Parece que, ao contrário do time da Colina Histórica daqui do Rio, O RESPEITO VOLTOU!


O ANO DE TOKA

Mais bipolar que garota que você encontra no tumblr. Tem horas que ele mita (como as 41/43 defesas contra o Florida), tem horas que até um cone é mais eficiente. Ele, nessa temporada, está com uma média de quase 3 gols por jogo (chegando ao fato dos torcedores do Jets pedirem pra tocar o goleiro no último jogo. Muitas críticas e comparações chegam ao nosso backup até porque ele só é reserva do futuro Hart e Vezina, mas acredito que o Toka só esteja passando pelo seu ano de calouro no Habs (afinal, só agora que ele tem uma chance real de estar no time de cima). Talvez é hora de ter paciência com o calouro, até porque ele é bom e Price também teve seus dias de Tokarski no passado.


PITACOS PARA AS SÉRIES

Como já estamos lá, já podemos inserir um assunto novo na mesa do boteco: Pegar quem? Bem, como no podcast que participei com o Bruno, tenho medo de pegar Tampa Bay, que inclusive é o adversário de logo mais, porque é o time mais decente da nossa divisão (Detroit é pífio, Toronto, Sabres nem vou comentar, Sens até faz a gente se cansar um pouco e Bruins é puta). Lembrando que ainda não fomos varridos por eles (e temos a chance de fazer isso não acontecer hoje) e que ainda temos mais 2 times pra varrer, que são Detroit e Toronto, na última rodada.

Para a 1ª rodada, tá entre Caps, Bruins, Panthers e Senators. Sinceramente, prefiro o Bruins. Acredito que uma vitória contra rival histórico possa dar um gás para a garotada. Contra o Capitals será uma série interessante, na qual podemos provar do nosso veneno de 2010 (tomara que não). Contra o Senators, pode ser a revanche de 2013, e contra o Panthers será uma série curiosa, porém acredito que esta seja menos provável.

******
Dica útil: Existe um site que tem uma porrada de streams para os jogos do Habs (em FR, EN, em HD). Já postei no grupo e vou postar novamente aqui: habsonlinetv.blogspot.com.br. Recomendo o Wiz1.net, que não trava muito.

Pedido: Galera, há uma mobilização do pessoal da NHL aqui do BR para pressionar a ESPN para falar mais de hóquei na programação (como fazer um programa especial, ou mais tempo no The Book Is On The Table). Pra isso, mande mensagens no twitter para o Palomino com a educação que a senhora sua mãe deu a você para que ele possa dar uma olhada para nós. Dizem que ele costuma ler as mensagens dos fãs.

E aproveitem a deixa e me sigam por lá: @ThiPerSan. Lá faço piada do Bruins, comento os jogos e falo um monte de besteira que não seriam transmitidas numa rádio católica por aí.

Abraço galera! Vamo pro jogo!

#AllezMontreal

sexta-feira, 13 de março de 2015

2-on-1: Derrota dolorida e time de base


Nessa sexta-feira 13, abrimos a coluna 2-on-1, que assim como no hóquei, será um momento de jogo rápido e troca de passes curtos em forma de comentários. Vamos a eles:

OUTRO L
Mais uma derrota na conta. Jogando em casa contra os rivais da capital, o Canadiens saiu na frente com 2 gols de Max Pacc (que saiu machucado no final do jogo, e será ainda melhor avaliado), mas viu o Senators empatar no segundo período, e virar na etapa derradeira, fechando em 5 a 2. O destaque do jogo sem dúvida foi essa simulação ridícula de Bobby Ryan.

PARA O INFINITO E ALÉM
Nosso "time de base", Bulldogs, está de mudança. Vai sair de Hamilton, cidade na fronteira com os Estados Unidos, somente 5 horas de carro de Montréal, diretamente para SÃO JOÃO DA TERRA NOVA (não é piada, o nome é esse), cidade costeira em Terra Nova, Labrador (lembra?), que fica a sutis 30 HORAS de carro do Quebec. Óbvio que acho ruim para o vai-e-vem de jogadores "da base".

FALANDO NA BASE
Montréal chamou nessa manhã o defensor Greg Pateryn, americano de 24 anos, do Bulldogs para o time de cima.

FALANDO EM FALAR
Derrotas tem o fenomenal dom de produzir polêmicas. O empresário do atacante P. A. Paranteau foi ao twitter para reclamar que seu atleta tem jogado pouco, apesar de já está curado da lesão. 

SÓ PARA CONSTAR
Não somos mais líderes de conferência. O Rangers empatou em pontos, mas tem um jogo a menos. Ainda somos líderes de divisão.


Sábado voltamos ao gelo, em Long Island, contra o forte Islanders de Nova Iorque. Rezemos para que a má-fase não se consolide.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Sinal amarelo para o time de um homem só?


Habemus preocupação no Quebec.

Após uma sequência de 4 pontos feitos em 10 disputados, a corneta soa alto na parte francesa do Canadá.

Mas... PARA TUDO! O Canadiens ainda é líder da Conferência Leste, e disputa cabeça a cabeça a liderança de toda a LNH. Então qual o motivo de tal alvoroço?

Desde as três derrotas na California, voltamos ao gelo duas vezes:

1ª - Sábado contra os Coiotes em Glendale - Atuação impecável de Carey Price com 28 saves na vitória habitant de 2-0, em comparação com uma atuação mediana dos jogadores de linha contra um dos piores times da liga.

2ª - Ontem (terça) contra os Bolts da Baía de Tampa em Canadiens - Desempenho sofrível do time comandado por Michel Terrien, que segurou um 0 a 0 no tempo regulamentar graças à atuação nível GANDALF do goleiro Carey Price. Tampa só conseguiu fazer o gol da vitória no OT pois nosso defensor Gilbert, sem intenção, desviou o disco contra o próprio gol.

No total foram cinco atuações fracas nesse período todo, com apenas 30 MINUTOS de bom hóquei , na segunda metade do jogo contra o Kings em Los Angeles.

Diante de tais fatos e retrospecto recente, a "gordura" de sobra que Montréal tinha na liderança da divisão e da conferência foi para LINS

E logicamente que tais atuações abaixo da média geraram repercussão na mídia especializada, tanto pelo lado bom, Carey Price, como pelo lado ruim, a fraca atuação coletiva. Vejamos:

No site oficial da NHL, uma matéria enaltece as atuações de Price, e o coloca como favorito ao Troféu Hart (melhor jogador da temporada regular), trazendo os números excelentes do camisa 31 no ano, inclusive com declarações de técnicos rivais enaltecendo o goleiro canadien.

Por outro lado, o popular site Habs Eye on the Prize publicou duas matérias criticando o técnico Michel Therrien e seu esquema de jogo, que, segundo eles, seria burro ao optar por jogadas e transições no gelo mais seguras, para evitar erros, mas que comprometem totalmente o sistema ofensivo, de modo que Montréal tem um dos 5 piores ataques da liga.

Em uma segunda matéria, o site critica a comunicação de Therrien com seus jogadores, citando inclusive declarações Briere, Sekac e Bourque, corroborando com tal entendimento.

Pois bem. Com todo respeito aos editores do site, que eu acompanho diariamente e acho que possui ótima qualidade, eu discordo totalmente dessas críticas ao técnico e ao modo de jogo.

- O time produz pouco ofensivamente? Sim.
- O time depende de boas atuações de Carey Price? Sim.
- O time joga um hóquei bonito de se ver? Não.

Mas vamos aos fatos:

- A pouca produção ofensiva é inversamente proporcional a boa produção defensiva, só ver os números. Montréal durante toda temporada esteve entre as três melhores defesas da LNH. E com um time sem nenhum grande goleador, como Malkin, Ovechkin, Getzlaf, Crosby, e cheio de jogadores jovens e rápidos, acho totalmente válida a opção por priorizar a defesa e os contra-ataques, minimizando as chances dos adversários.

- O time obviamente depende de Carey Price jogar bem. Mas qual o problema do treinador apoiar sua estratégia no melhor jogador do time? O time de 1986 e 1993 dependia de Patrick Roy e suas atuações mágicas. Indo para outro esporte, o Lakers multi-campeão na década de 2000 dependia de Kobe Bryant, assim como o Brasil de 1994 dependia de Romário. Não vejo problema em depender de Price, visto que ele já provou que pode assumir a bronca.

- Você prefere um hóquei produtivo ou um hóquei bonito? De que adiantava o hóquei jogado pelo Canadiens em 2008 com Guy Carbo no banco, super ofensivo mas totalmente exposto atrás? De nada, não passou do início dos playoffs. Quantos campeonatos Ovechkin ganhou no Capitals sendo artilheiro da liga na época de Bruce Bordeau? Nenhum. Por outro lado, o hóquei defensivo de Montréal nos colocou na final da conferência em 2009, e o fez novamente ano passado com Therrien.

Lembrando que Michel Therrien pegou o Canadiens desestruturado, que ficou em último lugar, e pelo segundo ano seguido briga pela liderança da Conferência.

Portanto, enquanto os resultados estiverem vindo, pro inferno com as críticas ao jogo feio e defensivo de Michel Therrien. Eu quero é taça! Afinal, já diz o ditado norte-americano:


sexta-feira, 6 de março de 2015

California Dreamin? Quase.


"Alô? É da polícia de Los Angeles? Eu gostaria de fazer uma denúncia.... isso, de um crime.... é que meu time de hóquei vem sendo molestado essa semana pelas equipes locais... isso, três vezes já."

Se eu estivesse no condado de Os Anjos hoje, o texto acima retraria minha ligação ao 911. Como não estou, me resta retratar o cenário de derrotas que estamos sofrendo no Golden State desde segunda-feira.

Após a derrota para San Jose, voltamos ao gelo na quarta-feira contra os Patos de Anaheim, poupando alguns jogadores, mas, surpreendentemente com Carey Price no gol. Não deu em nada. Fomos dominados desde o começo pelo ex-time da Disney, e perdemos o jogo por 3-1, assim como a disputa oficial pelo posto de melhor time (pelo menos em aproveitamento de pontos) da LNH. O jogo contou com a estréia dos reforços Flynn e Mitchell.

Aliás, falando em Mitchell, o novo camisa 17 mostrou talento no setor de OBLITERAÇÃO.

Atuação péssima a parte, Price descansando de boné na cara e Tokarski assumindo o gol, menos de 24 horas depois já estávamos de volta ao gelo contra os atuais campeões da LNH. E como foi o jogo?


Bem, antes do primeiro período, aparentemente, o time habitant se reuniu no vestiário e decidiu: "ATÉ METADE DA PARTIDA, NÃO VALE JOGAR!". 

E assim foi, com um glorioso número de DOIS (sim, 2, II, Two, Deux) CHUTES AO GOL no período inteiro, que terminou DOIS a zero para o time local, que deu 13 chutes, com direito ainda a boas defesas de nosso goleiro reserva e uma grande atuação da TRAVE!

E a festa local continuou na primeira metade do segundo período, na qual contamos com contínua grande atuação daquela já citada senhora chamada TRAVE para manter o placar em apenas dois gols de vantagem. E não é que Montréal resolveu jogar? Em poucas chances claras que tivemos, fomos eficientes e capitalizamos duas em menos de um minutos no final do segundo período, com um belo gol de Gilbert, e viramos a peleja faltando 13 minutos para acabar a etapa derradeira.

"Olha, vamos sair com 2 pontos no Staples Center contra os atuais campeões!"
Mera ilusão.

Faltando 45 segundos para o final do jogo, os Reis de Os Anjos, já em empty net, empatam o feito com um tento de Marian Gaborik. Cinco minutos monótonos de prororrogação depois (1 chute ao gol no total, somando as duas equipes) e derrota nas penalidades.

Pois é. Até agora nossa jornada pela costa oeste tem sido aquele fiasco, mas pelo menos ontem, após duas derrotas em que não jogamos nada, nossa equipe deu SINAL DE VIDA, ainda que na segunda metade do jogo contra o Kings e com muita ajuda da trave (sério, foram uns 4 gols deles salvos por ela).

Hora de dar tchau para as praias de Venice e Santa Monica, arrumar as malas com UM ponto conquistado em SEIS disputados, e ir para o sul, pois o deserto do Arizona nos espera no sábado. 

GO HABS GO!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Rádio Habitant - 12ª Edição


A Rádio Habitant voltou!

Depois de um longo inverno, o primeiro e único podcast em língua portuguesa dedicado ao Canadiens de Montréal está de volta!

Uma hora de bate-papo sobre o Habs e a LNH, sempre com muita informalidade e bom humor.

12ª Edição
Apresentação: Bruno Fares e Thiago Pereira
Edição: Bruno Fares
Produção: Canadiens Brasil

Ouça clicando na BARRA LATERAL do site!

Insolação de Tubarão


Nada melhor para ilustrar nossa primeira partida na West Coast Tour que essa belíssima imagem acima. O ídolo do povo quebecois, Georges Laraque (para você que não teve o prazer de ver a lenda jogar/brigar/tentarpatinar pelo Canadiens, clique AQUI e seja feliz), junto de um dos mascotes mais ridículos da LNH, retrata bem a feiura que foi esse jogo para nós habitants.

De começo já tivemos novidades, com a escalação do defensor Jeff Petry, algumas horas após ser contratado em troca com o Oilers de Edmonton, mostrando que Therrien pretende contar com ele efetivamente a partir de agora. Pena que o time não ajudou em sua estréia.

A série de 10 jogos invicto fora de casa de Carey Price chegou ao fim nessa segunda-feira com um sonoro 4-0 para os tubarões, com 3 gols oriundos de chutes de longe e uma sólida atuação do goleiro reserva de San Jose. A partida teve dois lances polêmicos em gols:

- No segundo gol do Sharks, desviado com o stick alto do atacante, achei que os juízes acertaram em validar. O taco realmente estava no limite legal.
- No segundo lance, o placar já estava 3-0 para os mandantes, Desharnais chutou, o puck bateu na trave e ENTROU no plano de gol completamente, antes do defensor tirar com o taco o puck que ainda estava no ar. Foi um lance muito difícil, mas na repetição eu entendi que foi gol. Obviamente os diretores da LNH em Toronto não, e o placar ficou como estava. Em todo caso, acho que não mudaria o resultado, jogamos mal.

Após uma terça-feira de descanso, hoje voltamos ao gelo no subúrbio de Los Angeles, contra o embalado Ducks de Anaheim, que divide a liderança da Conferência Oeste com o Predators, provavelmente com Tokarski no gol. Price deve descansar e voltar quinta-feira contra os Kings.

Que o Canadiens volte a vencer, e Petry tenha uma noite melhor que a de estréia, com menos face no vidro de preferência!


segunda-feira, 2 de março de 2015

De volta ao batente - Líder e sem rivais.

Como todo bom brasileiro trabalhador que se preze, a equipe deste site tratou de não trabalhar até o fim do carnaval (leia-se 'mês de fevereiro'). Passado esse magnífico período de pouco caso com nossos empregos*, e leitores do site, chega a hora de colocar o terno de volta e fazer esse trem andar.

* Nota do autor: Igor Veiga está viajando faz três meses. Igor Vasconcelos está de greve faz três meses. Thiago Pereira ainda é um feliz universitário. Ou seja, estava me referindo somente a mim.

Para ajudar você que esteve bêbado do natal até o carnaval (incluindo alguns colunistas aqui), vamos nos situar por tópicos:

- Montréal é lider de divisão e conferência. Disputa cabeça a cabeça a liderança de toda LNH com o Predators, melhor time do Oeste.
- Estamos na data limite de trocas. Desde a última semana, fizemos algumas movimentações no elenco. Vamos a elas:
- Mandamos embora o atacante Jiri-Sekac, em troca de outro menino promissor, Smith-Pelly, do Ducks. Nada mais que trocar uma aposta por outra.
- Hoje trouxemos o razoável defensor Jeff Petry do Oilers, além de aproveitar uma liquidação no Sabres para adicionar o low profile atacante Brian Flynn e o pivô Torrey Mitchell, em troca de escolhas futuras de draft.
Essas três adições feitas hoje buscam dar profundida imediata, além de experiência ao jovem elenco habitant, pensando já na reta final, e playoffs desse ano. Coisa de time que quer ser campeão.
- É oficial! Estamos sem rivais. Ganhamos todos os jogos dos Bruins até agora, e sábado sacolamos 4-0 na conta do Maple Leafs, que para a surpresa de ninguém está em penúltimo na conferência Leste. As abelhas estão se agarrando a última vaga do Wild Card, mas correm risco de ficarem de fora caso o Panthers engate umas vitórias. Secaremos.

Essa semana vamos fazer o famoso WEST COAST TOUR com três jogos na ensolarada Califórnia, e uma visita ao deserto do Arizona. Que o sol nos traga sorte, começando hoje contra o Sharks.

Não deixem de participar do grupo de discussão de torcedores brasileiros do Canadiens no facebook. Basta clicar AQUI.

Peguem suas toalhas para aproveitar as praias californianas e GO HABS GO!



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

4 vitórias e sem oba-oba contra Ducks


Fala aí pessoal. Depois de um tempo cabuloso fora de casa, onde nós estávamos com pensamentos duvidosos em relação ao desempenho do time, nada como uma série boa de jogos em casa para curar a alma. E do dia 9 até o dia 20, Montréal nos presenteou com 4 vitórias em 5 jogos, a volta ao topo da divisão (empatados no talo com TB Lightning) e atrás somente dos Penguins e dos Isles na conferência. Mas a única derrota foi a que mais deixou aquele amargo na boca.

Começando com Vancouver, primeiro time dessa série, tacamos um 3-1 pra impor respeito. Gols de GallaBoy, Plekanec e MaxPac para os Habs e Dorsett para os de Vancouver. Este jogo também foi marcado por ser o primeiro jogo em casa pós-morte de Jean Beliveau, morto no dia 2. O Canadiens Brasil fez uma homenagem a este ídolo com um belo texto do Bruno Sader (ou Fares, o que achar mais legal).

O próximo da fila era o Kings, nosso querido Kings, e tomou uma varetada bem maneira pra largar de ser trouxa. O Canadião não tomou conhecimento do atual campeão e sentou 6-2 na equipe de LA. Os gols foram de Sekac (2), Markov, Subban, Desharnais e a surpresa dos jogos recentes Sven Andrighetto, que na sua estreia na NHL em 3 jogos anotou 3 pontos (2 gols, 1 assistência). Diria pra ficar de olho no moleque, que pode despontar no futuro. Mas o melhor por enquanto é não delirar e deixar ele cortar gelo em Hamilton.

Chegamos a comentar no grupo sobre esse jogo, contra o Carolina Hurricanes. Era o jogo contra um dos piores times da liga. Então ganhar era o único pensamento possível na cabeça dos jogadores, senão uma nova onda de desconfiança iria pairar sobre as cabeças de nossos torcedores. Mas o time, com medo que eu, Bruno, Igors e cia tacássemos fogo em Montréal inteira, fez 4-1 no "Furacão" e garantiu mais 2 pontos. Skinner fez para os visitantes, enquanto Prust (?) e Galchenyuk, com seu primeiro hat-trick, fizeram pra Montréal.

A essa altura, fomos para o jogo contra o Anaheim Ducks motivados. Era o jogo mais esperado pelos fãs de Montréal, afinal marcava a homenagem aos serviços prestados por Saku Koivu (também conhecido como o carinha da foto acima). No grupo postei uns links sobre o que este senhor fez para nós e sua luta contra o cancêr, que ele imaginou ser um urso de Boston e derrotou com facilidade e maestria. Fez um discurso bonito, falou que Montréal sempre será sua casa, que sempre será um habitant. Foi lindo, belo e moral.

Mas esse jogo foi o único que eu peguei e vi (nos primeiros jogos eu estava na tensão da última nota do período, você que faz faculdade sabe a merda que é quando o professor não lança a nota no dia que ele promete, e no restante tava ocupado montando árvore, pisca-pisca e outros infernos de natal porque como ainda moro com a mãe, tenho que fazer essas coisa). E não sei se foi pra me sacanear, mas os dois primeiros períodos foram desgastantes. Um gol do Lindholm de longe com 300 caras na frente do Price e até o gol do Desharnais, no terceiro período, dava pra namorar, fazer um lanche, montar 3 árvores de Natal que você iria ganhar mais que ver o jogo. Mas aí no meio do 3º período numa jogada no final do PP dos Ducks (tanto que no gol, o PK tava voltando do penalty box), Belesky recebe o puck sozinho entre 4 jogadores e decreta a vitória do time de Anaheim, melhor time da liga em pontos. 
 
Foi uma derrota que "tudo bem, os caras estão no topo da liga, tem um bom time", mas tinha que ser no dia da homenagem? Nem oba-oba foi direito porque os jogadores não ficaram de salto alto durante o jogo (se você ainda não sabe o que é oba-oba, jogue no Youtube "Flamengo e América-MEX"). Não sei se o clima de festividade envolvido no jogo meio que desfocou os jogadores, o que acho difícil, já que apenas Price, Markov e Plekanec jogaram com Koivu (aliás, Markov deve ter jogado com Carbo, Theodore, essas antiguidades aí)

Pra fechar, rivalidade. Rivalidade Canadense. Recebemos o time da capital (Meu irmão, se você não sabe que Ottawa é a capital do Canadá, eu saio do Rio e te acho no inferno pra resolver uma parada contigo) e 4-1. Condra fez para os visitantes, enquanto Prust (MVP), Gallaboy, Plek e Galchenyuk fizeram para o Canadião. Segundo 1st star pick para Price e mais uma boa atuação dos meninos de ouro Gallagher e Galchenyuk.

Voltamos aos trilhos, e assim vamos para mais jogos fora do ninho. Dessa vez chega de Oeste. Primeiro jogo será amanha em Long Island contra os Isles (do grande Halak), depois passa o Natal, o primo viadinho cai no peru, o tiozão faz a PIADA DA NOITE e voltamos a respirar hóquei contra os Canes e Panthers (se prepara pra ginásio vazio), dias 29 e 30, respectivamente. Em 2015, Devils dia 2 e Pens dia 3.

Aí é estourar o champagne só pra tirar foto (bebida mais overrated que existe na Terra, ruim e cara), enche a mente de Danone e mandar 2014 pra casa do caralho Boston. 
 
Só volto aqui em 2015. Desejo a todos um Natal e Ano Novo cheio de alegrias. E QUE A TAÇA PRATEADA VOLTE AO SEU LAR!

Abraços!

#AllezMontreal

domingo, 7 de dezembro de 2014

Hora de se preocupar?


Fala galera!

Bem, antes da nossa resenha tradicional de mesa de botequim, vou lembrar aos senhores um fato importante: Pela primeira vez desde 2012 o Canadiens Brasil será composto de escritores por torcedores de times da primeira divisão da nossa Chevrolet Primeirona Liga (Uma tentativa de paródia escrota de Barclays Premier League..aaaah você entendeu), isso considerando que eu não sei o time do Igor Vasconça. Mas como aqui não é blog de time de futebol, vamos ao que interessa.

Depois de emplacarmos 2 séries com uma streak boa (um 7-1-0 e um 8-1-0), o Canadião, nos últimos 7 jogos, ganhou APENAS UM JOGO, que foi contra o Avalanche, que anda meio mal das pernas e é antepenúltimo colocado na Western.

"Ah Thiago, mas olha bem, jogamos 6 vezes fora de casa"

Vamos aos pequenos fatos desse jejum esquisito aí:
  • Montreal perdeu a única partida em casa, para o ex-ÚLTIMO DA CONFERÊNCIA DUAS VEZES SEGUIDAS
  • Duas semanas atrás, com a vitória sobre o #UrsinhoTremeTreme, o time era líder da divisão, líder da conferência, brigando com TB e PIT pelo topo. Com essas 7 partidas, o time caiu para 3º na divisão, 5º da conferência e só não saiu do G3 da divisão (que dá a vaga para os playoffs sem pensar em WC) porque a gordura é grande e Toronto e Bruins estão muito atrás da gente (só com TOR com 3 jogos a menos e BOS com 1);
  • Montréal perdeu pra Dallas, ok. Em Dallas, ok. Mas começou o jogo e gol deles. Sem contar os surtos de bate-cabeça que nosso setor vem tendo. O que, na minha opinião, deixa meio que evidente que nossa defesa continua achando que "passou, foda-se, o Price pega". Vai com esse pensamento pros playoffs, vai tomar outro 7-2 e vai imitar David Luiz no final do jogo.
Não vou continuar com mais fatos pois nesse período acompanhei de longe o time por motivos de final de período e por ter que fazer uma P3 de Constitucional Positivo II porque só quis saber de ser uma mistura de Aloísio Chulapa e Adriano numa festa de final de ano da empresa.

Mas pra ser sincero, é bom abrir o olho. Temos um Bruins no WC, que costuma chegar nas rodadas finais, tem um Toronto louco aí também, fora os outros times loucos que podem surgir, afinal faltam mais de 50 jogos para terminar a temporada regular, e agora é a hora de "passar no 3º bimestre" para não ficar fazendo conta ou depender de outros times no final, tipo o Pa...melhor não completar, gosto de escrever nesse blog. E ficar no WC é pegar Pittsburgh ou TB na primeira rodada, por mais que bater #1 da conferência seja nosso hobby, vide ano passado e 2010, por exemplo.

Ao menos podemos engatar uma nova streak aí. Terça-feira (dia da minha P3) teremos a visita do Canucks de Vancouver e vamos jogar em casa até dia 20 contra o Senators. Nesse meio termo jogaremos contra Kings (12/12), Hurricanes O PIOR TIME DA CONFERÊNCIA (16/12) e Ducks (18/12). Destaco o último jogo porque é quando o Canadião irá fazer uma homenagem ao ex-jogador e ídolo do time Saku Koivu, que encerrou sua carreira no início dessa temporada. 

Aviso a todos que, agora que entrarei de férias, vou acompanhar mais a fundo o time, os jogadores, a pressão, fazer algo especial pro blog, isso tudo rumo a tão sonhada 25ª, ainda mais nesse ano para dedicá-la ao nosso eterno C Jean Beliveau.

E minha opinião sobre a renovação do Gallagher por 3,75 mi por 6 anos: FODA.

É isso, vou estudar senão me fodo.

#AllezMontréal

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Hockey perde seu Capitão

O eterno camisa 4.

Se no dicionário esportivo existisse uma imagem para ilustrar a descrição da função de capitão em um time de desporto profissional, esta foto seria a do jogador de hóquei no gelo Jean Béliveau, falecido neste último dia 02 de dezembro de 2014.

Sabe aquele caso de um jogador que ninguém aponta com um futuro brilhante, e inesperadamente desponta como uma lenda no esporte? Então... não é o caso do personagem desta coluna.

Nascido em 1931 no interior da província do Quebec, em uma cidade de menos de 50 mil pessoas, o jovem Joseph Jean Arthur se mostrava um prodígio do esporte desde sua infância, quando praticava hóquei no gelo no rink montado no quintal de sua casa e liderava o time de sua escola.

Seu talento despontava de tal maneira nas ligas amadoras, que o garoto alto e habilidoso foi abordado logo aos 15 anos de idade pelo então gerente de hóquei do Club Canadiens de Montréal, em seu primeiro ano de atuação pelo time, Frank Selke (que um tempo depois viraria nome de alguma coisa), para assinar um contrato profissional, sendo esta proposta recusada primeiramente pelo pai de Béliveau.

Após alguma insistência por parte do dirigente, a família da jovem promessa concordou em 1946 por assinar o contrato com o seguinte dispositivo: "Quando, e se, Jean Béliveau se tornar jogador profissional de hóquei no gelo, ele atuará pelo Canadiens."

Ocorre que o jovem pivô, que atuava com a camisa 9 do seu ídolo Maurice "Rocket" Richard, não parecia demonstrar interesse em migrar do hóquei amador para o hóquei profissional, e consequentemente jogar com a camisa bleau blanc rougue.

Desesperado para contar o talento do garoto de 22 anos, que liderara em pontos a Quebec Major Hockey League (QMHL), com 89 em 57 jogos, o cartola Frank Selke teve uma de suas mais brilhantes idéias. Precisava dar um jeito para tornar a QMHL em uma liga profissional, de modo a fazer Béliveau automaticamente um jogador habitant, por força do compromisso assinado em 1946. E como fazer isso? Simples:

Por sugestão de Selke, o Canadiens de Montréal COMPROU A QMHL, e a modificou de "liga amadora" para "liga profissional de divisão inferior" (minor pro league). E como Jean Béliveau estava contratualmente ligado a um time da QMHL, que agora era profissional, por força do contrato de 1946, ele estava oficialmente ligado ao Canadiens de Montréal! Simplesmente genial.

Assim, em 03 de outubro de 1953, pela quantia recorde de U$100,000.00, Jean Béliveau assinava seu primeiro contrato com o Club de Hockey Canadien.

Béliveau (direita) assinando seu contrato ao lado de Selke.

Mas será que um jogador de ligas amadoras poderia valer tamanho esforço e investimento financeiro?

Apesar do título na temporada 52-53, o Habs tinha um elenco envelhecido e já desgastado dos anos 1940, contando basicamente com a lenda Maurice Richard para carregar a equipe. Com a chegada de Béliveau, e em anos seguintes outras promissoras jovens estrelas como Henri Richard (irmão mais novo do Rocket), Doug Harvey, Boom Boom Geoffrion e Jacques Plante (goleiro inventor da máscara), o Canadiens se tornou de imediato uma potência inigualável na NHL, conquistando o pentacampeonato entre 1955 e 1960 (recorde até hoje).

Com a aposentaria de Maurice Richard, Jean Béliveau, já o maior pontuador do time, naturalmente assumiu o posto de capitão e ídolo do tricolor quebecois. Munido de seu dom de liderar e motivar os companheiros, capitaneou o Habs a outras cinco taças na década de 1960.

Adorado pelas torcidas canadenses e admirado pelas rivais, Béliveau cativava os jogadores por seu empenho, sua habilidade e sua postura de líder, sempre respeitando seus colegas e rivais, e entregando sua alma ao seu time de hóquei.

Um momento que ilustra tal característica foi o jogo 2 das quartas-de-final de 1971 contra o líder da temporada regular (24 pontos a frente do Canadiens) e amplamente favorito Boston Bruins, de Bobby Orr. Em seu último ano de carreira, Béliveau e o Habs perdiam a série por 1-0, e o jogo por 5-1, ao término do 2º Período no Boston Garden.

Tomado pela vontade pessoal de fechar sua carreira com vitória, assim como bater seu maior rival fora de casa, o capitão, geralmente conhecido por sua calma diante de momentos decisivos, inflamou os colegas no vestiário, entre eles o nervoso goleiro calouro Ken Dryden, apontando como todos davam eles por vencidos e acabados, e como eles diziam que seriam amassados como uma presa fácil pelo mais forte e mais jovem time americano.

Com dois gols e duas assistências de Béliveau no último período, o Canadiens marcou seis vezes, para fechar o jogo em 7-5 e empatar a série em 1-1, como pode ser visto neste relato americano, intitulado de "A pior derrota da história do Boston Bruins". O Habs acabaria por vencer o confronto em 4-3, avançar nos playoffs e conquistar a Copa Stanley pela 17ª vez. 

"Catástrofe em Boston" Sports Illustrated no dia seguinte.

Além dos 10 anéis de campeão, Béliveau ostenta a marca de segundo maior pontuador da história do Canadiens (1219) e terceiro maior número de jogos (1125), tendo o recorde de temporadas como capitão da franquia (10, igualado por Saku Koivu). 13 vezes All-Star, Troféu Art Ross, Conn Smythe e Hart Memorial. Camisa 4 aposentada em 1971 ao término de sua carreira. Nome incluído no Hall da Fama da NHL no ano seguinte. Campeão mais 7 vezes da liga como membro executivo do Canadiens. Eleito o 7º maior jogador de todos os tempos pela The Hockey News.

Fundador de instituições de caridade, pai de família, defensor dos jogadores quando aposentado, Ordem do Canadá em 1998 (maior honra civil canadense).

Morre o homem, perde o hóquei, fica a lenda. Descanse em paz capitão.

"Jean Béliveau marca o gol da vitória no jogo 7, e o Montreal Canadiens é campeão da Copa Stanley de 1965!"
(veja AQUI e AQUI)

Obrigado você, capitão!

sábado, 29 de novembro de 2014

O que pensar?

Fala amizades! Depois de um tempo fora do blog por motivos de fim de período da faculdade e 3 semanas sem o computador porque deu curto no HD, volto pra cá para o nosso debate de sempre com o assunto vermelho, azul e branco.

E vou começar com a pergunta que paira a cabeça de vocês: o que pensar em relação ao Canadião nessa temporada, após 1/4 da temporada regular ter sido disputada? No momento que estou fazendo o texto, enquanto não termina o jogo do Habs contra o Sabres lanterna da conferência, nosso time voa em #1 na conferência leste, porém com 2 jogos a mais que o vice, Penguins. Vamos lá:

Gostando do time? Sim, mas preocupado com uns troços aí. Ofensivamente gostei da equipe, com o Pacioretty e Plekanec fazendo seus golzinhos, Sekac jogando bem, PA Parenteau sendo decisivo em Shootouts, Eller tendo mais aparições boas (mas ainda longe daquele jogo em 2012 que ele fez 4 gols + um spin o'rama), além dos meninos de ouro Gallagher e Galchenyuk. Mas quando vamos para atrás da linha azul dá merda. Vieram Gilbert, e agora nas trades recentes o Gonchar (mandando pro caralho de Dallas o Moen) e o Allen (mandando pra Anaheim o Bourque), mas ainda não resolveu a parada por lá. Markov volta e meia faz um jogo foda e um jogo merda. Emelin só sabe dar hit e deixar espaço, e ainda não descobriram uma máquina de multiplicar Subban, até porque se descobrirem Luís Roberto iria narrar todos os jogos do Canadião. E Price não pode fazer cosplay de muro todo jogo. Se, até os playoffs, a zaga consertar, podemos dormir sossegados.

E uma das coisas que, não só eu reparei foi que o time perdeu pouco de placar normal. Foram 8 derrotas (incluindo a derrota no OT contra os Canunks e a derrota do jogo que estava em andamento no início do texto. Sim, perdemos pra porra do lanterna) e 3 foram placares aceitáveis no modo normal. O resto, foi um 3-0 pro Oilers, 4-0 pro Penguins, 5-0 pra Rangers e Blackhawks, também em MTL, 6-2 pro Flames e uma pirocada na orelha contra o Lightning. Dessas goleadas, 4 foram EM CASA. Por estarmos ainda no início da temporada e ainda ter uma cacetada de jogos pela frente, dá pra consertar o emocional do time, assim como arrumar a zaga.

Playoffs nesse ano? Sim. Na minha opinião, vamos disputar o topo da divisão com o bom time do Bolts. Bruins corre por fora pra tentar um sprint no final e a ultima vaga fica pra Wings, Ottawa e Toronto. Mas é bom não cravar nada antes pra não dar aquela zica marota que fode vosso time. Mas estou confiante com a equipe, que vem crescendo desde a merda de temporada que foi 11-12. MTL voltou a ganhar respeito e aos poucos ganhou um título de divisão em 12-13 e chegou à final da leste temporada passada. Se manter o ritmo, já podemos pintar o gelo do BC com o logo dos playoffs.

Campeão da Copa do Presidente (#1 da Liga)? Não quero. Esse troféu zica mais que aniversariante em jogo do Habs. Mas um #1 da conferência seria legal, mas não seria minha menina dos olhos. A parada é garantir a vaga nos playoffs (de preferência em 1º ou 2º da divisão, pra ter home adv até a final da conferência) e ir com sangue nos olhos para os playoffs trazer a 25ª pra cá.

Capitão? Pacioretty com a C, PK e Plekanec de A's.

Então é isso. Hoje (29/11) tem jogo contra o Sabres de novo, só que no Bell Centre. Vamos ganhar porque um carro com a placa de Pittsburgh e outro com a de Tampa, vem dando seta pra ultrapassar atrás da gente.

#AllezMontréal

[UPDATE DO AUTOR]

Montréal nesse sabadão enfrentou o Sabres de novo em MTL. E tomamos DE NOVO contra o lanterna da conferência (4-3 no OT). Com isso, de "brigando pela primeira posição da conferência" fomos para SEXTO LUGAR no geral da liga, 4º lugar na conferência e 2º da divisão. Se a parada piorar, vou lá em Montréal mostrar meu descontentamento com o esquadrão de Michel Terrien.

Torcida já protesta nos arredores do Bell Centre

Abração galera! Próximo jogo é contra os ex-Nordiques, e que os dois pontos venham pra MTL nesse momento da temporada onde os pontos são essenciais para chegar aos playoffs. Esse é o primeiro de um série de jogos fora de casa. Voltamos ao Bell Centre dia 9 contra os Canucks.

É isso galera, até mais!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pacote de fã


É fácil ser um fã de hóquei no Brasil, certo? Óbvio que não, e você (salvo em casos de demência) sabe disso.

Sendo assim, para ajudar os fanáticos fãs do maior campeão da história do hóquei no gelo, o Canadiens Brasil traz uma série de dicas para aproximar você, fã incondicional (ou de primeira viagem) do Club de Hockey Canadien. Vamos a elas:


1- Fan Pack

Pelo site oficial do Canadiens, é possível pedir os chamados fan packs ao clube, e recebe-los gratuitamente em sua residência. Mas no que consiste um fan pack? Um pacote desse geralmente é composto por itens simples, entre eles cards dos jogadores, um calendário de bolso da temporada, imã de geladeira, adesivos, entre outros pequenos adereços. Tudo costuma vir em uma carta, sim, um pré-histórico envelope. Eu pedi e recebi um em 2009. Em 2011 pedi mas não recebi.

Geralmente o momento ideal para pedir é ANTES da temporada, pois eles tem um número limitado de fan packs, mas não custa nada tentar.

Mais do que os itens, é uma satisfação enorme ver um carta oficial do Canadiens chegar na sua casa, preenchida com o seu nome. 

Segue um exemplo de fan pack:


Então, como pedir? 
Acesse esse LINK, desça até o final da página, selecione a opção "Fan Pack Request", e descreva (em inglês ou français) que você é um brasileiro coitado que não tem acesso ao hóquei e produtos dos Habs, e teria sua vida mudada se recebesse um fan pack. Se quiser pode alegar até uma bolha de sangue no cérebro. Coloque seu endereço, nome completo e ZIP CODE (conhecido popularmente como CEP) e reze para que eles mandem um para você.


2- Club 1909


Nesta temporada, motivado pela consolidação das redes sociais como mecanismo de interação, o Canadiens criou a página CLUB 1909, onde fãs do mundo inteiro podem se cadastrar e participar de promoções, enviar vídeos, compartilhar informações em Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, e com isso ganhar pontos e participar de promoções. Está começando agora mas eu achei promissor e interessante. Já me cadastrei e estou concorrendo a um PUCK usado no jogo de abertura da temporada em casa, contra Boston. De graça!

Quer participar também né? Entre AQUI e se cadastre!


3- Aplicativo Canadiens de Montreal

Essa dica é mais simples mas bastante útil. O Habs lançou recentemente seu aplicativo oficial para iphone e android, com muitas informações sobre o time, principalmente para jogos, como escalações, alertas de gol, etc. Eu recomendo entrar na sua AppStore ou GoogleStore e baixar o quanto antes.

Espero que essas dicas ajudem vocês a se aproximarem mais do Le Club de Hockey Canadien. Rumo à 25ª Taça! 

GO HABS GO

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Resumão - Invicto em casa e Trip ao Oeste

Fala galera do mal! Dilma ganhou, o dólar subiu (o que vai carcar muita gente na hora de comprar sua jersey do Canadiens) e a Cantareira continua vazia. Mas nada de desespero porque hoje tem jogo do Canadiens contra o Ed Motta Oilers, ex-time do maior jogador de todos do tempos Wayne Gretzky e que hoje só ganha first pick no draft. Mas antes tivemos 4 jogos em casa, contra os Bruins (já citado aqui no blog), e contra Avalanche, Red Wings e os vice campeões da Stanley Cup, NY Rangers. Vamos com um pequeno resumo para o esquenta do jogo de logo mais, que nem sei o horário porque quem mora no errejota sempre se ferra pra saber o horário dos jogos na época de horário de verão.

Vamos ao gabarito:

Contra o Ex-Nordiques: O show de Showbban


Existe um filho da p*ta em Montréal que deve ter posto no estatuto do time que "Montreal tem que começar o jogo com 1-0 pros caras". Ou querem bater um daqueles recordes escrotos de ESPN de "time com mais viradas na NHL" ou estão de sacanagem. Mas vamos lá. Alex Tanguay recebeu cara a cara com Carey Price e fez 1-0 logo no início do primeiro período. Chegou o 2º período e veio o Montreal com tudo. PK Subban, num ataque de PP, empatou a peleja logo no começo. Logo depois, Alex Galchenyuk virou para os donos da casa e de novo SHOWbban ampliou o marcador. Aí o Nordiques/Avs vieram com força no 3º período e Duchene apenas diminuiu o  prejuízo. Final: 3-2 MTL.

Contra as Asas: Little Big Desharnais

 
De novo, novamente, again, o que for. Começamos atrás do placar. Depois de um 1º período com os goleiros mitando e os atacantes com mira de cego, o gol só sairia no 2º período. E do outro lado. Zetterberg abriu o placar para o time de Detroit. Aí foi  aquela agonia durante o jogo, nada de gol canadense, com a chance da defesa entregar a paçoca, Lars Eller foi lá e levou o jogo pro OT. Aí começou o OT e quando você ia pegar o refrigerante, o center de 1,10m em pé David Desharnais, fechou a conta e passou a régua.

Contra os Power Rangers: 7-1-0 na tua cara!


Finalmente algo inédito nessa saga em casa: COMEÇAMOS GANHANDO!!! Sim, Montreal não virou o jogo dessa vez. E o estupro contra o vice da Leste (sim, a piada é escrota) começou com um gol do Tomas "Eduardo da Silva Checo" Plekanec. Logo depois, Hagelin empatou para o time de NY. Aí depois só deu a gente. Eller desempatou para o maior campeão e o nosso capitão moral Pacioretty fechou a conta. Esse 7-1-0 empatou com a melhor campanha inicial do Habs desde a sua história, quando em 1961-62 o time começou com 7 vitórias e 1 empate (sim, na época tinha empate).

Agora vamos com a cabeça pra Edmonton para bater esse recorde e se distanciar na luta pela vaga nos playoffs. Depois de Edmonton, Calgary e Vancouver receberão o time para os jogos seguintes. Montréal só volta pra casa no dia de Finados, contra o Flames.

E pra finalizar, parabéns ao Rodrigo Ribeiro, que hoje completa mais um ano de vida nesse mundo louco que é a p*rra do planeta Terra. Felicidades, sucesso, não exagere no kissuco e muitas quengas rosadinhas pra você.

Abraços!

Allez Montréal!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Freguês a vida toda


Na noite de hoje/ontem/sei lá, o maior campeão abriu os seus trabalhos em casa nessa temporada. Como de costume, teve a apresentação do time para os fãs, a cerimônia da tocha (que teve o mito Ken "destruidor de ursos" Dryden entregando a tocha para o nosso "capitão moral" Carey Price), a Ginette Reno cantando o imponente O Canada!, e toda a pompa de sempre.

E alguém tinha que servir de putinha pra nos fazer rir. E quem mais poderia ocupar tal vaga? Ah, o de sempre né? (Falando nisso, estou fazendo tal texto com uma bela trilha sonora vinda dos becos dos bailes do Rio que resume este clássico, como isso por exemplo). E alguém pode avisar para estes cornos que é legal ganhar de um time sem que antes leve gol, ou sofrimento, ou algo parecido.

Boston fez o primeiro da partida com o Chara, que ainda joga na NHL porque só tem Zé Bunda no comando da liga, pois qualquer pessoa série botaria um gancho pesado dele (bota 3 carinhas do STJD lá na NHL e o Chara nem vê mais gelo na vida dele). Mas depois, para mostrar que aqui a camisa pesa e não é zoeira, Pacioretty empatou a parada. E assim foi até o final do primeiro período.

Logo aos 7 min da segunda etapa, Gallagão virou para os donos da casa. Até aí tudo bem, pois em menos de 1 minuto Montréal toma outro, com Soderberg, e em seguida, três minutos depois Krug vira para os ursinhos. Mas eis que, logo num jogo inaugural, Jiri Sekac fez seu primeiro gol na NHL num preciso wrist-shot, com direito a uma comemoração do seu pai no maior estilo "meu filho de 9 anos fez um gol pelo time da escolinha". E na soprada do apito, PA Parenteau vira de novo para o Montrealzão da Massa.

4-3. Terceiro período começa, e Gallagher fez o seu segundo da noite, ampliando pra 5-3. O Bruins, como de habitual, começa a bater mais que time sul americano em Libertadores. Até Simon Gagne fazer um gol polêmico que ele empurra o puck com o pé para a rede de Price.

Aí você pensa. 5-4. Seu time precisa de um gol pra levar pra OT e pelo menos ter um ponto. O que você faz? Joga como homem ou começa a querer brigar feito um traveco se matando por um lugar no calçadão? Lucic, o jogador mais tosco da Terra, escolheu a segunda, e com um misconduct saiu do jogo faltando 20 segundos. O Bruins foi com Empty Net pra tentar matar o PP do Habs, empatar o jogo e...

A freguesia se manteve. Como sempre. Parenteau fez de novo e 6-4.

Muda a temporada. Muda o capitão. Muda o goleiro reserva. Muda o time. Muda até o presidente (sem comentários de Dilmaécio aqui)...Mas a putinha freguesa, essa é eterna.

Próximo compromisso: receber o Avalanche com Varlamov no IR e o backup com problemas. Vai que o Roy volta a usar a 33 por lá.

Abraços!

Allez Montreal!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Resumão - SS (Shootouts e Sacolada)

Fala povo!

Hoje eu farei um resumão do que rolou nos últimos 3 jogos do Canadiens na NHL. Vimos que o maior da liga enfrentou o Capitals na capital da terra do Tio Sam, o Flyers na terra do nome de cream cheese e o Lightning em Tampa. Em todos eles, MTL saiu atrás do placar, mas ao decorrer do jogo conseguiu igualar o marcador, destacando o jogo contra o Flyers. Vamos aos jogos:

Canadiens @ Washington


Jogo duro contra o time da capital. Burakovski (lá vem piadas com buraco) fez para o time da capital, numa falta de atenção do zagueiro de 72 milhões de dólares PK Subban. Mas no terceiro período, Tomas Brokanec empatou para o Habão da Massa e levou a partida para o OT, garantindo pelo menos uma pontoleta para o time canadense. Mas não foi só o atacante que foi personagem do jogo, pois Dustin Tokarski se garantiu lá no fundo com .967 de defesas (29/30) e ajudou Montreal para garantir a vitória no SO. Destaco os chutes de Galchenyuk, que voou antes de por o puck na rede e o de Gallagher, que fechou o caixão da cidade que nos tirou o Expos.

Canadiens @ Philadelphia



Meu irmão, o que podia ser uma surra virou uma virada inacreditável. Até a pessoa que vos escreve ficou surpresa pois este time que só toma no 3º período sapecou 3 GOLS NO TERCEIRO PERÍODO. Estou com a mesma cara quando soube que o Flamengo tinha feito 3 gols no Cruzeiro. Mas voltamos com o foco. Raffi e Simmonds(2) fizeram para o time do cream cheese nas primeiras etapas, mas aí rolou o baixa-santo, o Dolly esquentou no vestiário e o Habs voltou com o espírito dos jogadores da década de 50  no corpo. Markovovô fez o primeiro, Brokanec fez o segundo e o Alex Galchenyuk levou pra OT. Nada ocorreu no OT. E Parenteau foi lá e garantiu o leite das crianças.

Canadiens @ Tampa Bay


A imagem fala por si só.

Mas olha só, não é motivo de criar muito pânico agora. Apesar do PP não ter funcionado em TB, a defesa ter cagado pro jogo e tudo cair na bunda do Price, o desastre ocorreu no 4º jogo da temporada, melhor ocorrer agora e ao longo do tempo consertar do que dar merda no final (mas também não é pra tomar 7-1). O jogo é típico do estilo "hoje na chuva de panicat, cai o Vesgo no meu colo", então não vai acontecer de novo por muito tempo (até porque em condições normais eles tomam varrida).

Nosso próximo compromisso é quinta-feira, na nossa partida de abertura em casa (Home Opener Match é coisa de letra E) contra a Argentina (leia-se Freguês com F maiúsculo) de preto e amarelo. Sem muita festa, com muito resultado.

Antes de finalizar, eu vi no Facebook um vídeo inspiracional para a nova temporada. Achei bem maneira as imagens, e a canção também combinou. Tá aí:



Mas Thiago, que canção maneira! Qual é o nome dela?
R.: The Falling - We Are The Ones

Onde eu baixo?
R.: Se vira.

[NOTA DO EDITOR: Você pode baixar o áudio do vídeo NESSE SITE. Desculpem a indelicadeza do colunista!]

Abraços!

Allez Montréal!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Varrendo as folhas de outubro


Fala aí seus putos. Já estava com saudade de teclar palavras de otimismo nesse site, muita das vezes justificadas pelo período de Copa, de faculdade, de vagabundagem e eleições (?). Mas hoje começou a liga mais foda do hemisfério norte (porque NFL não é isso tudo e NBA é um torneio onde os times peidariam de jogar contra o Bauru nas nossas "arenas de telhado de amianto") com O clássico mais foda da terra. Era o DEUS TODO PODEROSO CRIADOR DO PUCK DO GELO, E DO CARRINHO QUE AGORA ESQUECI O NOME QUE LIMPA O GELO, contra o time das folhas da terra do Justin Bieber e do prefeito crackudo.

Antes de tudo, uma trilha sonora que usei pra fazer o texto:

Como de costume, saímos na frente com um gol do "quem sabe futuro C do time" Max Pacioretty. E como de costume, tomamos o empate. Um chute de Kozun (que virou Kuzin no twitter BR porque BR é um bicho escroto) desviado por Kadri, enganado o goleiro de ouro. Como de costume, a zaga cochilou e eles viraram com o gol de Bozak. Aí veio o Brocador da Rep. Tcheca chamado Tomas Plekanec acompanhado de um belo passe de Emelin e empatou a peleja.

Então veio o gol do NEGRO MAIS FODA DA LIGA, 72 MILHÕES É POUCO NORRIS NELE, pra virar e deixar aquele gosto legal pra galera de MTL. Mas como o Montrealzão da Massa adora um terceiro período pra alegrar o adversário, como de costume, tomamos o empate num gol de Rielly. Mas eis que, no finalzinho do jogo, vem o Brokanec e mostra que o Habs não é recreio, fechando a conta em 4-3 para nós. Como de costume, fizemos de Toronto a nossa putinha local. 

De análise não tão profunda, pois estava ao mesmo tempo procurando por alguma stream decente e fazendo minha inscrição numa feira acadêmica da faculdade, a defesa continua a mesma mãe de antes, Price continua limpando as cagadas (nem todas, mas se fosse outro mulambo no gol ia ser um estupro) e o ataque tá aquela coisa que já conhecemos. Gostei da estreia do P.A. Parenteau, que chutou o disco e bateu nas duas traves. Vi o Gilbert fazer uma merda e o Malhorta...caguei. Assim como o Sekac. Mas como é primeiro jogo, vou deixar passar. Depois do 10º jogo a gente pode fazer uma crítica melhor sobre o time em conjunto e como as contratações estão fazendo efeito em MTL. 

Antes de finalizar, quero agradecer ao meu amigo Kevin por deixar, de novo, eu assistir um jogo do Habs na casa dele. E aqui estou 2-0 (a primeira foi um Habs-Bruins com direito a gol contra do Chara).

Nosso próximo encontro será amanhã contra os Capitals na capital americana, e a galera de lá aponta para o uso de Tokarski como titular pra esse jogo.

Boa noite seus putos. Agora vou ver o meu Flamengo ganhar do Suns. Ou tomar sacode.

Allez Montréal!