quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jogo 5: Decepcionados mas esperançosos


Não foi dessa vez que veio o cobiçado 25º título.

Em mais um jogo frustrante, Montréal pressionou, teve chances, colocou o puck na trave mais de uma vez, e no fim das contas foram as três ou quatro chances de Ottawa que entraram no gol de um Budaj totalmente fora de ritmo. No final, com o Habs entregue, o Senators aproveitou vantagens numéricas e encerrou a série com um injusto 6 a 1 no jogo, e 4 a 1 no placar geral. Nosso único gol de hoje foi um baita golaço de PK Subban, que se mostra cada vez mais um craque.

A cena que retrata a partida veio no segundo período. Jogo em 2 a 1 para o Senators, pressão absurda habitant. Power Play para nós, o limitado Colby Armstrong arranca sozinho cara-a-cara contra o goleiro adversário, acerta a trave, o puck volta nas costas do goleiro, rebate e não entra. No contra-ataque, com um a menos, o jogador de Ottawa chuta o puck, que desvia em um jogador caído do time deles do lado do gol e morre no fundo da nossa rede. Não era a nossa noite. 

Como previsto, hoje foi a consumação trágica de uma série que acabou no gol de empate do Senators nos últimos 23 segundos do Jogo 4.

Fica a decepção. O sentimento de que o campeão da divisão poderia ter ido mais longe. Poderia ter passado do Senators pelo menos. Mas as contusões atrapalharam nosso limitado elenco. E faltou experiência, e qualidade em alguns momentos.

Mas apesar da decepção, fica uma esperança no horizonte. Saímos do 15º lugar na Leste (e 25º na NHL) para um 2º lugar na temporada regular, com técnico novo, gerente novo, dois rookies, cinco novos jogadores, etc, etc, etc...

Faremos um review completo do time nessa temporada em breve, então não me estenderei aqui. Até porque estou bem frustrado.

Fica o sentimento de tristeza. Mas diferente do ano passado, quando acabamos a temporada com tristeza  e vergonha no fundo do poço, agora a tristeza é acompanhada de uma esperança. Uma nova esperança para o ano que vem.

Drops Habitant: Jogo 5 na ESPN+, Price fora, Max volta


Tragédia pouca é bobagem.
Foi confirmado hoje de manhã que Carey Price está fora do Jogo 5, e o reserva Petr Budaj (imagem acima) será o titular. Budaj alternou jogos tenebrosos com atuações magníficas (como contra o Rangers no MSG). Impossível saber qual goleiro teremos hoje no gelo. Rezemos para que seja o novo Wallroslav Halak!

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Além de Carey Price, hoje não teremos Prust e White, que jogaram no sacrifício terça passada. Eu não considero esses dois desfalques.

Falando em desfalques reais, Lars Eller continua de fora com concussão e lesões faciais, e terá a companhia do Capitão Gionta. O americano, que jogou o último confronto no sacrifício, confirmou sua lesão no tendão do bíceps e afirmou que não volta mais nessa temporada.

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Em compensação, temos dois "reforços".

Max Paccioretty volta pro jogo, provavelmente no sacrifício. Outro que deve ser escalado é o atacante Blunden, banco-do-banco-do-banco (oitava opção se é que você não entendeu!), de 26 anos, que nunca emplacou na carreira e fica encostado no Bulldogs. Isso mostra como estamos bem de opções.

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O jogo 5 hoje será transmitido ao vivo pela ESPN+, às 20h00.
Lembrando que esse é o canal disponível para quem tem aparelho digital e que suporte alta definição. Na NET é o canal 560.

Quem não tem essa opção, pode assistir pela internet de graça nesse link: First Row 1 - NHL

Que o fantasma do Fórum baixe no Centre Bell e que o ambiente de loucura pese ao nosso favor, VAMOS SOBREVIVER! GO HABS GO!


Jogo 4: Em nova pane no 3º período, Montréal se complica.


Foi tudo perfeito. O que tinha de acontecer, aconteceu. Montréal venceu o jogo 4 em Senators, empatou a série quartas-de-final da Conferência Leste, retomou a vantagem no mando de jogo e agora volta para Canadiens com moral para virar a série.

O parágrafo acima retrataria perfeitamente o cenário dessa série entre Canadiens e Senators, se o time quebecois tivesse segurado a vantagem no placar por mais 30 segundos no jogo 4. Infelizmente não foi o que ocorreu.

Em mais uma partida polêmica e tensa na capital canadense, o inexperiente time habitant não conseguiu suportar mais uma vez a pressão do time da casa no último período, e agora se encontra em situação delicadíssima na série de playoffs.

Depois de ter aberto 2 a 0 nos dois primeiros períodos, com PK Subban e Alex Glachenyuk, e jogando um hóquei equilibrado defensivamente, o cenário era animador para a torcida tricolor.

Mas veio, mais uma vez, o fatídico terceiro período. Terceiro período que teve saldo positivo na temporada de quase +20 para o time de Montréal. Infelizmente esse quadro não se mantém nos playoffs, no qual nós sofremos 9 gols e não fizemos NENHUM. Ou seja, pra quem ainda não entendeu, é um glorioso 0-9 (-9) nos quatro terceiros períodos jogados contra o Senators.

A equipe de Ottawa pressionou o tempo inteiro um nervoso time quebecois na última etapa, empurrado pela torcida, e minando a confiança dos nossos jogadores com ajuda de uma atuação pífia e confusa dos juízes, que pressionados pela torcida, invertiam faltas, ignoravam icings, entre outros erros primários, para o desespero de quem assistia o jogo.

Um desses erros influenciou no primeiro gol do Senators. Um puck colocado no círculo errado gerou a jogada que terminou no desvio do puck pelo patins de um tal de Zibanejad, antes de morrer no fundo do gol, fato ignorado pelas zebras de capacete. 2 a 1 Canadiens, a vantagem ainda era nossa.

Mas não resistimos a blitz final. Faltando ainda mais de um minuto para o fim do jogo, o goleiro do Sens foi para o banco, dando a situação de um jogador a mais para o time da casa. Nessa hora pesou a inexperiência do time e um erro do técnico do treinador Therrien, que manteve as linhas de menos qualidade no gelo, com os baleados e limitados Prust, Diaz e Gorges. Faltando 23 segundos para o fim da partida, o atacante Conacher empurrou um puck perdido no meio do bolo de gente pra dentro do gol. Fim de jogo, 2 a 2, vamos para o Overtime.

E para piorar de vez, o mito Carey Price saiu machucado e deu lugar para um frio Petr Budaj entrar numa quentíssima fogueira. Era tragédia anunciada. E não deu outra. No segundo chute de Ottawa, no segundo minuto de jogo, o Scotiabank Place explodiu em comemoração, para nossa tristeza.

E não vou aqui ficar chorando e colocando toda culpa pela nossa derrota nas costas do juízes que deveriam ter anulado o primeiro gol dos Senators. Não podemos usar esse fato como eclipse para tampar nossos problemas.

Foram 13 chutes contra 4 no último período, e 61 hits contra 45 no jogo, para o time da capital. Montréal mais uma vez não jogou nos últimos 20 minutos e apanhou  o jogo inteiro.

Um time que já não tem muito poder físico, ficou extremamente debilitado para os playoffs. Estamos sem o nosso maior zagueiro, Emelin, desde o final da temporada regular, sem Max Pacc e Eller para os playoffs, com Prust como enforcer e outros defensores que não colocam medo em ninguém como Diaz, White e cia. O único ali que serve pra bater nos outros é o mito Travis Moen, mas que não faz milagre sozinho, ele não é o Laraque.

Isso sem contar a moral do time. Nós sabemos o quanto é importante no esporte o time estar em grande fase psicológica, ainda mais na fase mata-mata. Pois é. Depois de sermos humilhados no domingo, tínhamos tudo para reverter esse quadro ontem. Mas não seguramos o resultado, tomamos o gol no último minuto, perdemos na OT e nosso goleiro ídolo machucado.

Voltamos para Montréal sem nosso capitão, Gionta, sem nosso goleiro, Price, sem atacantes e defensores importantes, com 3 a 1 na série e o psicológico no lixo. Haja torcida no Centre Bell!

Enfim, eu poderia discorrer mais sobre os problemas aqui, mas vou aguardar desligarem o nosso tubo para falar sobre isso, afinal estamos em estado vegetativo praticamente. Vai ser muito difícil sairmos dessa UTI.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Drops Habitant: Gallagher indicado, Price joga, Extratime, Pat & Dave.


Enquanto tentamos nos recuperar do massacre do domingo, o herdeiro de Saku Koivu na camisa 11, o menino maravilha Brendan Gallagher, que chegou sem a mesma pompa que seu companheiro de linha Galchenyuk, foi indicado para o troféu Calder, de melhor rookie da temporada da NHL.

Já com dois gols nos playoffs, a indicação é mais que merecida.

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Nosso técnico Therrien confirmou hoje que Carey Price vai para o jogo 4 na terça-feira. Como titular.

Eu concordo. Apesar de não ter ido tão bem nos jogos 1 e 3, a solução claramente não é a mudança de goalie. Achar que o simples fato de colocar o Budaj (que também é inconstante) vai solucionar tudo é uma mera ilusão.

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O site especializado em português Extratime (que eu indico) publicou hoje duas matérias sobre a primeira semana dos playoffs da NHL:



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Para quem sabe inglês, dois textos dos melhores colunistas canadenses sobre o Canadiens:




Jogo 3: No braço não vai, temos que jogar - Sens 2 a 1.


Metade dos jogadores fora do jogo por expulsão, penalidade ou machucados. Quem sobrou no banco era o retrato do time de Montréal no 3º período do jogo 3 em Ottawa. Desânimo, cansaço, derrota. Um time técnico e veloz de hóquei no gelo que decidiu se rebaixar ao nível de um jogo de rugby, e se deu mal.

Sobre o jogo em si eu vou resumir rapidamente. Primeiro período equilibrado, duas equipes criaram algumas poucas chances de gol e ambas marcaram no powerplay, Alfredsson para os Senators e Bourque para os Canadiens. O segundo período também foi equilibrado, com o time da casa assumindo o controle do ritmo de jogo e ditando o jogo físico o tempo todo. E apareceu também um rookie de Ottawa chamado Pageau, que marcou seu primeiro gol no jogo e perdeu um dente para o taco de PK Subban. 2 a 1 Senators.

Até aqui sem problema, o jogo não estava muito bom para a gente, mas ainda se mantinha equilibrado. Eis que veio o fatídico último período.  

Depois de um início sem muitas possibilidades para ambos os lados, chegamos ao minuto 7 de jogo, em que o jovem time quebecois cedeu a pressão psicológica do time da capital. E em 8 segundos Ottawa fez dois gols e ganhou as 5 brigas de uma batalha campal no center ice. E assim o jogo foi pro saco. 4 a 1 para o time da casa, com o adversário abatido, esfacelado e sem metade dos jogadores. Ainda deu tempo para o Senators fazer mais dois e fechar e peleja em 6 a 1, com três gols no calouro Pageau. E como toque de crueldade, o técnico local, que ouviu muitos xingamentos de jogadores habitants fim de semana passado, pediu TEMPO TÉCNICO faltando 17 segundos para o jogo terminar, com o placar de cinco gols de vantagem, só pra humilhar.


É o seguinte, vamos falar do que interessa:

1 - Nosso time tem por característica a velocidade, contra-ataque, técnica e troca de passes rápidos. Ou seja, não adianta entrar na onda dos jogadores do Senators, que obviamente querem levar o jogo para uma pancadaria onde o mais físico vai prevalecer.
2 - Por que entramos nessa armadilha do Senators? Provavelmente pela falta de experiência do time, com muitos jovens, que não souberam impor o estilo veloz habitant.
3 - A chave para o sucesso nos playoffs é ser um time constante. Não dá pra ser uma parede defensiva na sexta e no domingo uma peneira desequilibrada. 

Se terça-feira que vem o time não mostrar personalidade para dar a volta por cima de um jogo que saímos humilhados moral e fisicamente, e trazer uma vitoriazinha da capital, temo pelo nosso futuro na série. Aliás, já temo desde já. Que esse elenco e comissão técnica nos mostrem uma luz nessa escuridão.


sábado, 4 de maio de 2013

Jogo 2: Com "sangue nos olhos", Canadiens empata a série!


Desde o final do primeiro confronto, muita coisa foi dita sobre o hit do infâme Gryba em Lars Eller. Mas nada superou o imbecil técnico do Senators, que prefiro omitir o nome, que disse que a culpa do headshot aplicado por Gryba, foi toda do defensor Raphael Diaz, pelo passe imprudente. Tá, realmente o passe foi errado, mas nada justifica um hit na cabeça! Elenco e comissão técnica canadien se manifestaram respondendo de modo pouco amistoso ao treinador adversário, com toda razão.

Se o elenco habitant já estava revoltado com o time da capital, os comentários desastrosos do técnico do Sens só serviram para inflar ainda mais o espirito de revolta quebecois. Com um ginásio mais inflamado ainda do que o Centre Bell já costuma ser, o Canadiens foi para cima desde o primeiro minuto, distribuindo hits e muita vontade, mesmo com os desfalques de Eller, Gionta e Max Pacc.

O primeiro período, apesar de muitos lances físicos, inclusive com muitos hits comemorados como gols pelos torcedores tricolores, não mexeu no placar. Price e Anderson se mantinham firmes nos chutes de média e longa distância, e o zero dava as caras no placar, mesmo com o placar de chutes em 14 a 9 para os Habs.

Mas a segunda parte veio para mexer no marcardor. Logo aos 3 minutos, o puck foi afastado do campo de defesa quebecois para a blue line do Senators e o defensor (que não me lembro o nome e não faço questão de ir atrás para lembrar) teve a inépcia de não dominar o disco, deixar passar e ainda perder na corrida para nosso (fraco) defensor Ryan White, que tocou no puck para tirar do goleiro e estufar as redes abrindo o placar. Menos de 60 segundos depois, troca de passes do Canadiens no campo de ataque de um desnorteado Senators, e o puck sobra para o Gallagher fazer seu segundo gol em dois jogos nessa série. 2-0 Habs.


O time da capital colocou a cabeça no lugar e tentou responder. Após alguns ataques o center Michalek, que eu sempre achei bom jogador desde os tempos de San Jose Sharks, acertou um belíssimo chute de longe no ângulo de Price, diminuindo o placar. E o Senators só não empatou pois nosso goleiro resolveu justificar a fama que tem, fazendo duas belas defesas em chutes dos vovôs Alfredsson e Gonchar, mantendo nossa vantagem. E a recompensa para a equipe veio no fim do período. Faltando pouco mais de um minto para o término, mais uma bela troca de passes na frente do gol e Michael Ryder empurrou pra rede, ampliando o placar para 3 a 1.

A nota triste do período, para as fãs da beleza do muso Carey Price (como o colunista Igor Veiga...), ficou por uma jogada de muita azar. Após de uma trombada com o adversário Latendresse, que começou a carreira em Canadiens, o nosso camisa 42, Jarred Tinordi acabou acertando o patins no rosto de Carey Price por baixo da máscara, que acabou perdendo dois dentes! Veja abaixo a imagem registrada por Pierre Obendrauf, do jornal Montreal Gazette:


O último período foi o mais fraco de jogo, e para nossa alegria, o placar se manteve em 3 a 1. Mérito da nossa grande atuação defensiva na partida. Carey Price bloqueou 29 chutes do Senators, os jogadores de linha bloquearam 34 chutes da equipe de Ottawa, e anulou os 4 powerplays do time da capital.

Destaque também para o jogo físico da equipe de Montréal. Motivada pelo sentimento de vingança por Eller e empurrados pela torcida, os jogadores de vermelho distribuíram 37 hits, 11 a mais que os adversários. Série empatada em 1 a 1.

Próximo encontro marcado para domingo, 21h00 na capital canadense, onde precisamos roubar uma vitória. Se mantermos a pegada de sangue nos olhos, a eficiência na troca de passes no ataque e a solidez defensiva que vimos hoje, isso fica muito plausível. Esperemos ansiosos! E que Carey Price seja Halak de novo!


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Jogo 1: 50 chutes, 2 gols e Ottawa abre 1 a 0.


"Quem não faz, toma!"

Essa frase acima, velha máxima do futebol, se aplica ao hóquei no gelo também. Em um jogo com período de dominação alternada, o Canadiens teve um caminhão de oportunidades para selar a vitória mas não conseguiu e deixou Ottawa voltar no jogo e passar a frente no placar.

O primeiro período foi o único equilibrado. Ambos os time entraram no jogo com muita vontade e vigor físico, criando pelo menos três chances boas de gol para cada lado, e 14 chutes no total para nós e 12 para eles, números elevados de ambos os lados. Mas foi o time da monótona capital que conseguiu estufar a rede primeiro, a menos de 3 minutos do final, com o sueco Karlsson.

Precisando da reação e com apoio da torcida o time quebecois voltou que nem uma avalanche no segundo período. E o bombardeio foi auxiliado pelos jogadores dos Senators, que desesperados para conter as investidas do time da casa, cometiam faltas e nos davam powerplays aos montes. Foram 4 vantagens numéricas só nesse período, sendo uma extensa. No total foram incríveis 27 chutes ao gol de Ottawa só nesse período, um recorde da franquia nos playoffs. Mas demoramos para empatar. Só aos 13 minutos, René Bourque recebeu perto do gol e mandou um backhand no alto para explodir o Centre Bell.

Logo em seguida, quando o jogo recomeçou tivemos o lance mais polêmico da partida. Na saída de jogo pelo campo de defesa, Raphael Diaz fez um passe imprudente para Lars Eller, que estava acelerando para o contra-ataque pelo center ice e não olhando para o defensor. Quando Eller teve que virar a cabeça pra ver  o puck e tentar dominar..... BLAM! Um cidadão chamado Eric Gryba acertou um senhor hit em nosso jogador. O problema é que ele pegou em cheio a cabeça do nosso center, fazendo-o desabar no chão sangrando em abundância pela boca e nariz.


Eu não vou entrar no mérito da discussão se Gryba teve a intenção ou não de acertar o rosto do camisa 81, isso é irrelevante. O fato é que ELE ACERTOU UM HEADSHOT, querendo ou não. As zebras deveriam tê-lo expulsado, mas pelo menos deram duas penalidades: 10 minutos por Game Misconduct e 5 minutos por interferência. Um jogador que comete tal hit com tanta irresponsabilidade, merece ser punido com uma suspensão de uns 2 ou 3 jogos pelo menos. Informações chegam de que ele recebeu uma ligação do Comitê Disciplinar da NHL hoje, mas não temos notícias ainda da punição ou não. Eu não espero NADA da liga. O caso Chara, que pra mim foi muito pior que esse, não teve nada, então... E a imprensa então? TSN defendendo que o hit na cabeça foi legal e a NHL nem coloca o vídeo em seu site. Patético.

Voltando ao jogo, o Canadiens já tinha desperdiçado umas 20 chances claras de gol. Com a penalidade de Gryba tivemos mais um powerplay e aproveitamos rapidamente virando o jogo para dois tentos a um, com o menino Gallagher. Tivemos ainda mais inúmeras chances para ampliar o placar e matar o jogo, mas paramos metade das vezes em Craig Anderson e metade em nossa incompetência. No total foram 27 chutes nossos contra 7 do Senators. Nem Maurice Richard, nem Jean Beliveau, nem Guy Lafleur, conseguiram que seus times multi-campeões mandassem tantos pucks em direção ao gol em um único período.

Mas por não concretizar esses chutes em gols, que nós pusemos tudo a perder. E nosso amado goleiro Carey Price ajudou. Montréal entrou totalmente desligado no último período, provavelmente achando que seria a mesma facilidade do segundo. Em seis chutes, Ottawa fez TRÊS gols! O primeiro eu achei totalmente defensável; um tiro de longe que passou por Price sem dificuldade. O segundo foi uma boa jogada do Senators. E o terceiro do período, quarto do jogo, foi em um rebote de Price para frente do gol que rebateu no bolo de jogadores e morreu no fundo da rede. O Senators foi muito mais time no último período, não soubemos voltar ao jogo e saímos perdendo de 1 a 0 a série, mesmo dando assustadores 50 chutes no jogo 1.

É amigos quebecois, já diria o "professor" Muricy Ramalho, técnico de futebol: "A bola pune". Nesse caso, o puck puniu o time que perdeu suas oportunidades, mas a analogia é perfeita. 

Hoje temos um compromisso importantíssimo às 21h00. Se perdemos a segunda em casa e deixarmos o Senators irem com dois a zero para Ottawa, teremos problemas. Se o Habs se concentrar e jogar focado, abafando o adversário, teremos um jogo nos moldes do segundo período, e essa a chave para a vitória.

Como má notícia, além de Eller, Gionta e Max Pacc serão desfalques hoje por contusão. O jogo não terá transmissão da ESPN, resta assistirmos pela internet e rezar para que Craig Anderson não tenha outra noite de Halak.


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ATUALIZAÇÃO

Eric Gryba foi punido por dois jogos. Acho uma punição justa. Talvez três fosse mais preciso, mas dois jogos estão de bom tamanho por um hit ilegal. Sem viadagem também de querer que ele seja banido da liga, hóquei é esporte de contato!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Playoffs 2013: Round 1 - LESTE


JOGO 1: Quinta - 21h00 - Ott @ Mtl
JOGO 2: Sexta - 21h00 - Ott @ Mtl
JOGO 3: Domingo  - 21h00 - Mtl @ Ott
JOGO 4: 07.05 - 21h00 - Mtl @ Ott
JOGO 5: 09.05 - 21h00 - Ott @ Mtl
JOGO 6: 11.05 - Mtl @ Ott
JOGO 7: 12.05 - Ott @ Mtl

5 pitacos:
- Nos demos bem. Escapamos de um possível clássico com o Leafs, que é sempre um jogo difícil. Podia ser o Islanders, mas o Senators não coloca tanto medo assim.
- E ainda por cima ficamos em 1º na divisão, e 2º na Conferência Leste, o que nos dará vantagem sobre o mando de jogo, até no mínimo a final de Conferência, logicamente se chegarmos lá.
- Senators tem o pior ataque entre os classificados. Montréal tem o segundo melhor.
- Em compensação nós temos terceira pior defesa, e eles a menos vazada.
- Absurdo jogarmos os dois primeiros jogos em dois dias seguidos. Por que a NHL não colocou o primeiro jogo na quarta?

Em tempo, estou tentando agendar a gravação de uma edição especial da Rádio Habitant para o começo dos playoffs. Depende do Igor Veiga! 

GO HABS GO!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Please Stand By


É oficial. Eu e grande parte da torcida quebecois já estamos oficialmente no modo de espera para os playoffs da temporada 2013. Contrariando todas as expectativas da imprensa, e até dos fãs mais otimistas, com cerca de 1 mês para o fim da temporada regular já estamos praticamente classificados para o mata-mata.

O time de Therrien, tão perseguido por aqui pelo ignóbil Igor Vasconcelos, já marca 53 pontos na tabela, 14 longos pontos dos Diabos de Nova Jérsei, primeiro time fora da zona de classificação. Faltando cerca de 11 jogos para cada equipe, o Habs só fica de fora em caso de um desastre de proporções épicas.

Além dos Canadiens, atual 2º lugar na Conferência Leste, o líder Penguins e nosso arquirrival Bruins já estão praticamente classificados também. No lado do Oeste, os líderes Blackhawks e Ducks, do mito Saku Koivu, já estão igualmente sentados no sofá de espera para os playoffs.

O mês de março foi agitado na Liga e mais uma vez bom para o Canadiens, que mesmo quando perdeu, como o 1 a 0 contra o líder Penguins, jogou bem. Três novos nomes estão dando o ar da graça com a camisa tricolor: O atacante/idoso Jeff Halpern chegou para compor elenco, o jovem Gabriel Dumont de 22 anos foi integrado e vem tendo chances; por fim, o defesa americano Davis Drewiske veio do Kings para completar o time de defesa.

Os jovens meninos maravilhas do time perderam o embalo do começo da temporada, mas para compensar os mais velhos estão voando. Pleka, Gionta, Markov, Ryder e os não tão novos Max Pacc e PK Subban lideram o time em pontos.

E nesse ritmo vamos esperando os playoffs. Amanhã tem jogo contra o Ruins em Centre Bell. Mais perto do fim do mês eu volto para rascunhar a pós-temporada.

GO HABS GO

domingo, 17 de março de 2013

Duas semanas depois e o UFCanadiens

Olá prezados leitores do Canadiens Brasil. Primeiramente nos desculpem pela regularidade em baixa de postagens no site, estamos em fase de reestruturação de preguiça de nossa equipe de colunistas.

Enquanto isso, se passarem quase duas semanas da nossa última coluna, sobre a mítica vitória sobre os Ruins em Boston. No jogo seguinte fomos até Long Island empolgados e tomamos 6 a 3 do lixo do Islanders. Segunda derrota para eles esse ano lá. Zuado. Isso fez, ou deve ter feito, o elenco passar vergonha, e aí esse bando de jogador resolve voltar a jogar direito. Resultado: Canadiens não perdeu mais.

Nos últimos cinco jogos foram cinco vitórias, sendo que quatro delas foram fora de casa (Canes, Tampa e Panthers em mais uma viagem até a Florida e Devils) e uma em casa contra o Senators nos SO. Desses cinco jogos, dois foram televisionados para o Brasil pela ESPN. Nosso muito obrigado por isso.

Estamos em 2º lugar na Conferência Leste, dois pontos atrás dos Penguins, mas isso porque temos dois jogos a menos. Paccioretty continua como nosso artilheiro na temporada com 22 pontos em 24 pontos, seguido por Subban, Plekanec e Markov.

Nosso próximo compromisso é terça-feira em casa contra o Buffalo Sabres, que não vem bem na temporada, e depois novamente o Islanders em Long Island, justo nossa última derrota. Acompanharemos de perto.

Agora, saindo do hóquei mas continuando em Montréal, aconteceu no último sábado o UFC 158, mais uma edição do maior evento de MMA do mundo, no qual o herói nacional, ex-lixeiro e fã do Canadiens, Georges St-Pierre, defendeu pela 8ª vez seu cinturão do peso Meio-Médio, se firmando como um dos maiores mitos da história do mundo das lutas. As lutas ocorreram no solo do Centre Bell.

E o Canadiens é tão mito, que vários dos lutadores que vieram lutar em Montréal quiseram fazer uma média com a torcida e o nosso povo. Eis o resultado abaixo.

O campeão St-Pierre fez o puck drop quarta-feira passada no Centre Bell.

Jake Ellenberguer, assim como Johnny Hendricks, foi para a pesagem do evento com a camisa dos Habs.

Cruickshan, Diaz, Marquadt e Hendricks com suas camisas do Canadiens.

terça-feira, 5 de março de 2013

Catimba habitant bate o Bruins no Garden

Para começo de conversa: CHUPA CHARA!
Agora podemos dar início aos trabalhos.

Primeiramente, vamos falar rapidamente sobre sábado, quando o Canadiens recebeu o Penguins. Foi um grande jogo de hóquei, com diversas alternâncias no placar e muita correria no gelo. Ao final do tempo regulamentar, o placar apontava fantásticos 6 a 6. No OT, o Penguins conseguiu o ponto extra, mas isso pouco importa. Quem venceu foram os fãs de hóquei com provavelmente o melhor jogo da temporada.


No domingo veio o grande jogo, com transmissão ao vivo em rede nacional para os EUA e Canadá, e na ESPN para o Brasil. Canadiens versus Bruins direto da Nova Inglaterra. Todos ingredientes para um grande jogo estavam presentes. Dois times de tradição, rivais históricos,briga pela ponta da tabela e as duas equipes atravessando bons momentos. Montréal vinha da sequencia de 10 jogos anotando pontos (7-0-3) e Boston de 7 vitórias seguidas.

Fomos para o gelo mais uma vez sem Diaz e Bourque, machucados, e com Budaj no gol, poupando assim Carey Price que fora bombardeado uma noite antes contra o Penguins. O time que joga vestido de abelha veio com força máxima e com apoio de um ginásio abarrotado.

O jogo começou pegado, como era de se esperar, com o time da casa usando e abusando do seu potencial físico e da tática horrorosa de dar uma bica pra frente ir trombar nas bordas para pegar o puck. É o popular forecheck, que por alguma razão a equipe de transmissão da ESPN pensa ser uma grande jogada. Acho chato pra caceta ver jogo de time que faz isso toda hora.

Mas esse jogo não estava chato. O Canadiens aproveitava os contra-ataques e se lançava em velocidade para o campo dos ursinhos. A primeira boa chance foi nossa com um petardo de Lars Eller na trave. O Bruins devolveu a pressão com dois chutes na trave e começou a tomar conta da partida. A defesa de Montréal não fazia pressão na zona intermediária do gelo, de modo que toda hora o time do Bruins estava perto do nosso gol. Sorte nossa que Budaj estava pegando muito e tendo sorte.


Porém, como "quem não faz, toma", quem abriu o placar fomos nós. No primeiro Power Play do jogo, aproveitamos um buraco no meio da defesa das abelhas para, após uma boa triangulação entre 3 jogadores (tecnicamente foi uma quadrado), Plekagol mandar pro fundo da rede.

Menos de um minuto depois as abelhas logo chegaram ao empate com Seguin após boa jogada ofensiva. Mas a empolgação dos ursinhos não duraria muito. Mais um minuto de jogo e Desharnais cruzou da lateral o puck que bateu em Max Pacc e no defensor do Boston para morrer dentro do gol. Durante o fim do período a pressão do Bruins foi grande mas Budaj e a sorte seguraram o placar em 2 a 1.

No segundo período o caldo engrossou. Boston voltou com tudo na pressão e na pancada e em menos de 10 minutos virou o jogo. Na segunda metade do período a pressão de Boston continuava grande e Montréal pouco criava, enquanto Budaj se desdobrava lá trás.

Nessa hora veio a grande "jogada" da partida. Montréal provocou bastante o Bruins o jogo inteiro com Eller, Subban, Emelin, Prust, Moen... e os Bruins, valentões como são, responderam na pancada e na burrice. Primeiro foi Lucic, que caiu na provocação de Prust e saiu na mão. Os dois fora por 5 minutos. Prejuízo pra eles óbvio.


Depois veio o golpe que definiu o jogo. Emelin deu uma pancada no meio do gelo num jogador de Boston e o capitão , assassino nas horas vagas, Chara foi lá tomar as dores do amiguinho e desferiu um hit do nada em Emelin. Conclusão: Fora do jogo por 17 MINUTOS (Briga+Conduta errada+Instigar). Isso no final do 2º período.

Voltamos para a última parte com um Boston sem Chara e Lucic. E aproveitamos. Paccioretty mandou um petardo quase da linha azul no ângulo de Raask pra empatar o jogo. Logo depois, Gallagher fez grande jogada pela direita e chutou, Raask defendeu, Paccio pegou o rebote e deixou para Desharnais fazer o gol da virada.


As abelhas sentiram o golpe e nunca mais foram as mesmas. Até assustaram em 3 ou 4 lances, mas a sorte e Budaj estavam do nosso lado. Fim de jogo, vitória quebecois. Destaques:

- Raça de Montréal
- Atuação excelente de Budaj no gol
- Paccio, Gallagher e Desharnais
- Sorte e a Trave

Depois do jogo, o técnico chorão de Boston disse que o Canandiens fica cavando faltas e que o time dele foi prejudicado. É um fanfarrão. Max Pacc apenas respondeu: "Ele está com inveja". CHUPA!

Estamos com uma sequência de 11 jogos pontuando (8-0-3) e na liderança da Leste.

Nessa terça-feira, 21h00, pegamos o Islanders fora de casa. GO HABS GO!


sexta-feira, 1 de março de 2013

Duas pedreiras. Uma ao vivo!

Prezados quebecois, teremos um final de semana tenso com jogos difíceis.

No sábado recebemos os Penguins de Crosby e Malkin no Fórum.
No domingo viajamos até Massach.. Boston para enfrentar nossos arquirrivais que jogam vestidos de abelhas.

Dois jogos com alto grau de dificuldade que podem consolidar nossa boa fase ou nós derrubar para o meio da tabela. Principalmente o jogo contra os ursinhos carinhosos. E esse jogo vai ser transmitido para o Brasil ao vivo as 21h30 na ESPN! Vamos prestigiar e torcer pela vitória do Grand Club! Allez Canadiens!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Polêmica: Michel Therrien proíbe o "triple low five"

Pois é, nobres (três) leitores, o atual técnico habitant proibiu Carey Price e P.K. Subban de fazer sua já tradicional comemoração a cada vitória. Eu achei desnecessário e ditatorial, mas o time está ganhando...

E vocês três? São contra? A favor? Tanto faz?


Finalmente!

Depois de duas derrotas para a raça maldita anglo-saxã, finalmente batemos o MapleLeafs esse ano, e na casa deles, com um sonoro 5 a 2. Não vou relembrar o jogo pois passou na ESPN e a maioria já assistiu. Fique com imagens da vitória!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Entenda a maior rivalidade da NHL

Club de Hockey Canadien contra Toronto Mapleleafs. Falem o que quiser, essa é a rivalidade mais importante no hockey no gelo na América. Lógico que existem outras rivalidades tão fervorosas quanto, e algumas ao meu ver até mais explosivas, como Montréal e Boston ou Penguins e Flyers. Mas nenhuma é mais importante que Habs e Leafs. Mas por que isso? Vamos entender por partes, no melhor estilo Jack, El Estripador.

MÉRITO ESPORTIVO


Canadiens e Leafs são equipes fundadoras da Liga Nacional de Hockey, membros do famoso grupo Original Six. E podemos dizer que são as equipes fundadores do hóquei profissional nas cidades que foram o berço desse nosso amado esporte, nascido no Canadá.

Além disso, são as equipes mais vitoriosas da história da LNH, com 24 títulos para os quebecois, e 13 para os de azul e branco. Durante os primeiros 40 anos da Liga, as duas equipes foram os grandes papa títulos, com a taça sempre ficando em uma das duas cidades.

A fase de protagonismo do Leafs continuou até o final da década de 60, enquanto Montréal se manteve como grande papa títulos até os anos 80. Vamos com alguns números para ilustrar esse duelo:

- 37 Copas Stanley conquistadas pelas equipes.
- 15 séries de pós-temporada disputadas entre as equipes (8 a 7 para o Habs)
- 6 séries de Copa Stanley disputadas entre as equipes (4 a 2 para o Leafs)
- 783 confrontos entre as equipes (378 a 311 para o Habs)

Hoje em dia ambos os dias não vivem mais esses dias tão gloriosos de soberania da Liga. Montréal conquistou seu último título em 1993, e sua última campanha boa foi em 2010, quando parou na Final da Conferência Leste, mas pelo menos frequenta regularmente os playoffs e em 2008 fechou a temporada em 1º lugar na Leste.

Toronto por sua vez vive uma draga bem maior. O último título foi no longínquo ano de 1967 e faz 10 anos que nem chega na pós-temporada. Sua última campanha decente foi a de 2002, quando parou na Final do Leste para o Hurricanes.


MÉRITO HISTÓRICO-CULTURAL

Além da grande rivalidade esportiva, o que torna esse o clássico de maior importância na LNH é o fator de disputa cultural entre os times em questão. Montréal representa a região do Canadá colonizada pelos franceses, com uma cultura latina. Toronto representa a região do Canadá colonizada pelos britânicos, com a cultura anglo-saxã.

O Quebec sempre foi o patinho-feio na história canadense, em razão da sua origem francesa. Seus cidadãos sempre foram considerados de segunda linha e dominados pela elite anglo-saxã. Com um caráter separatista, no melhor estilo rio grandense do sul,  por diversas vezes a população tentou se separar do resto do país.

E de fato a cultura por lá é muito diferente, e falo por experiência própria de ter morado em Montréal. No estado inteiro, a principal língua da população é o francês. A arquitetura é totalmente diferente do resto do país, com uma estrutura de prédios baixos, como Paris. E a vida noturna.... ah, a vida noturna. Enquanto em Toronto, Vancouver, Ottawa e o resto do país vão dormir antes das 2h da manhã, em Montréal as festas começam depois desse horário, mesmo em dia de semana. Digamos que Montréal é mais brasileira.

O Canadiens sempre foi a grande válvula de escape da população. Era o símbolo para os franco-canadenses que eles podiam ser iguais ou melhores que os outros que falavam inglês. E essa tensão toda teve uma grande crise nas décadas de 60 e 70, com um estopim de guerra civil rolando no estado frânces. O exército chegou a invadir as ruas de Montréal com tanques, jipes e helicópteros. E tudo isso no ápice do sucesso do Canadiens.


E logicamente que esse grande conflito cultural se refletia no gelo. O time da maior cidade  anglo-canadense contra o time da maior cidade franco-canadense. Mais do que um jogo de hóquei no gelo, é um choque entre duas culturas representado por doze jogadores no gelo.

Hoje em dia a rivalidade não é mais tanto explosiva quanto fora décadas atrás, uma vez que tanto no campo esportivo quanto cultural, o clima esfriou para ambas equipes. A situação no Quebec está mais tranquila do que nunca e os times já não protagonizam mais as conquistas.

Mas a rivalidade está lá e para sempre vai ficar. Para quem é fã do Canadiens ou do Leafs sabe que esse jogo vale muito mais que dois pontos na tabela. É a tradição, a origem e a história do hockey no gelo em jogo.

Sempre foi assim.
 Sempre será assim.

GO HABS GO!