quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Especial Winter Classic: A criação


O final do ano de 2015 está chegando e com vem uma data importante no calendário da NHL. Além das festas de final de ano, como aquele Natal com a família toda e o Ano Novo cheio de álcool, chega também o Winter Classic, ou o popular INVERNÃO, jogo realizado em um estádio para abrir a temporada da NHL no novo ano. E dessa vez, o CH irá participar pela primeira vez desse evento anual da NHL e enfrentará seu grande rival, o Boston Bruins, na casa da bola murcha, o Gillette Stadium. Mas como surgiu o Winter Classic?


O INVERNÃO teve como pai o Heritage Classic, um evento semelhante, mas realizado no Canadá apenas com times canadenses. O Heritage Classic foi inspirado num jogo apelidado de Cold War, realizado entra as universidades de Michigan State e Michigan pelo hóquei universitário.E na sua primeira edição, o Canadiens estava lá. Em novembro de 2003, o Canadiens foi até Edmonton enfrentar o time da casa (vulgo Oilers) num frio de -18ºC com aquela sensação de -30ºC, além de 57000 cabeças empurrando o time local. Mas Montreal não perdeu a liderança em nenhum momento do jogo e venceu o time de Edmonton por 4-3. Antes do jogo da NHL ser realizado, houve uma partida amistosa entre os mitos de cada equipe, entre eles Guy Lafleur e Wayne Gretzky.


O jogo foi um sucesso geral. Além do público, foi o primeiro jogo da NHL a ser transmitido em HD pela CBC, sendo assistido por 2,7 milhões de canadenses, a segunda maior audiência da história de um jogo de temporada regular.

Com o grande sucesso da partida, em 2008 foi criada a versão americana do evento, o Winter Classic/Classique Hivernale/Invernão. Na primeira partida, que é religiosamente jogada no primeiro dia do ano, Sabres e Penguins se enfrentaram no estádio do Buffalo Bills, e o jogo terminou 2-1 (SO) para o time de Pittsburgh. E fez o mesmo sucesso que o Heritage Classic lá em 2003.

Depois tiveram outros jogos após o jogo em 2008, como a tabela mostra a seguir:


A cada Winter Classic realizado, a audiência do jogo em território canadense despencava. Até que em 2011, resolveram reviver o Heritage Classic, com mais um jogo envolvendo o Canadiens, dessa vez contra o time de Calgary. Diferentemente do jogo em Edmonton, Montréal levou um sacode de 4-0 e saiu de Calgary com uma derrota desanimadora. Uma coisa legal daquele jogo foi o uniforme. Enquanto o Flames anunciou um novo modelo, o Habs apenas mudou um detalhe branco no número. 


E em 2014 (era pra ser em 2013, mas o lockout e a temporada curta inviabilizou o jogo), o Toronto Maple Leafs foi o primeiro time canadense a jogar o Winter Classic. A vítoria sobre os Wings não só ficou marcada pela vitória, mas pelos recordes de público em um jogo da NHL (105 mil espectadores), de audiência combinada (8 milhões de espectadores, somando NBC, CBC e RDS), e de audiência televisiva no Canadá (3,5 milhões).

E também no ano de 2014 tivemos mais uma versão do Heritage Classic, realizado em Vancouver entre os Canucks (que utilizavam o uniforme do Millionaires) e o Ottawa Senators, no BC Place (primeira vez que um "outdoor game" foi realizado dentro de um estádio com teto), com vitória do time da capital por 4-2.

Agora é só esperar até o dia 1º de janeiro (que eu já adianto que não verei o jogo porque estarei em algum lugar do mundo depois da virada do ano) e contemplar esse jogo que promete ter bastante emoção. E antes do Winter Classic, os dois times se enfrentam dia 9 de dezembro em solo canadense.

Até mais com novidades!

#AllezMontreal

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O guardião das metas


Carey Price é indiscutível. Sensacional. Mito supremo do gol do CH. Não é apenas o melhor jogador dos Habs, como também é o melhor goleiro da LNH. Não é apenas o melhor goleiro da liga, como também o melhor jogador de hockey da atualidade.

E quem diz isso não é apenas o Veiguinha não!!! É a própria LNH, bem como seus jogadores. Prova disso foi a premiação em Las Vegas há alguns meses atrás, na qual nosso galã ganhou 4 estatuetas, dentre elas as duas mais importantes (Hart e Vézina).

Contudo, olhando pelo retrovisor para o começo da carreira de Price, nem tudo foram flores para ele. Goleiro-sensação nos juniores, ganhou tudo o que podia pela seleção canadense, além da Calder Cup com o Lewis Hamilton Bulldogs. Subiu para o time principal como novo Roy/Dryden/Plante/Théodore/Huet, mas teve um início cambaleante, principalmente em playoffs, como muito bem relatado por mim há vários anos atrás, sendo duramente criticado, e com razão. Carey não conseguia se firmar na posição de titular, e ainda tinha que aguentar seu reserva (G)Halak dando show (quem não se recorda das vitórias contra Caps e Pens?).

Somente após uma decisão deveras corajosa do antigo GM Bob Gainey, que trocou Wallroslav Halak por Lars Eller + 2 balinhas de menta, Price ganhou a confiança que lhe faltava, para começar a se tornar o mito que todos conhecemos hoje.

Após essa introdução de quase 500 páginas, pressinto que o reinado de Carey pode estar ameaçado, pelo mesmo motivo dos idos de 2008: competição.

Explico: após a contusão no osso esquerdo do seu pênis direito, o novato Mike “Camisinha” Condon, surgiu flamejante como seus cabelos na meta québecois! Não demorou para a imprensa começar as comparações com Dryden, especialmente pelo início felomenal com várias vitórias seguidas.

Meus estagiários conferirão se ele chegou a bater o recorde de Ken #29 (início de carreira com mais vitórias consecutivas, ou algo do tipo), até a goleada para o Avalixo de Colorado.

[Nota dos Estagiários: Não sabemos e temos preguiça de pesquisar.]

Além do cabelo de água de salsicha, outro goleiro-revelação promete dar o que falar por muitos anos, e já no futuro próximo. O nome dele é Zachary Fucale. Novo queridinho do povo do Québec, o garoto de apenas 21 anos vem seguindo os passos de Price nos juniores: figurinha repetida nas últimas Memorial Cups, vencedor do mundial júnior pelo Oh!Canada etc.

Ou seja, ele tem tudo para ser o novo Price. Mas será que terá cacife para desbancar o ídolo do nosso blog? Será que Camisinha é uma furada? Ou vai proteger a meta do CH melhor que nosso índio? Será que Price vai sentir a concorrência depois de tantos anos como soberano supremo? E o que acontecerá com Fucale se não tiver espaço no time principal? A direção do time o deixará sair sem receber nada de valor em troca (como aconteceu inúmeras vezes com outros talentos do time)?

Tudo isso são cenas dos próximos capítulos!

O caso Semin


Durante a preseason, uma notícia trouxe bastante animação para todos os amantes do hockey russo e dos Canadiens de Montréal: Alexander Semin havia assinado pelo clube tricolor! E o melhor ainda, por um salário baixíssimo, se comparado ao enorme talento do rapaz.

Desde o momento em que soube da notícia da contratação, eu já vinha frisando: se eu fosse Bergevin, prometeria um litro de Stolichnaya para cada gol marcado pelo menino Alexander! Garanto que ele brigaria pelo Rocket no final da temporada.

No entanto, alguns meses depois, o atleta que já defendeu as cores do selecionado da pátria-mãe ainda não mostrou a que veio. Apenas um gol e duas assistências em 13 partidas. O russo tem mais PIM do que pontos (10 minutos sentado de castigo), 

Obviamente, nosso GM não está mais lendo nosso grupo do facebookson

Ontem nos sites de fofoca quebequenses vi rumores de que a carreira de Semin em Montréal estaria por um fio, pois Michel Therrien não está nem um pouco satisfeito com a falta de desempenho do rapaz. Além da falta de produção, parece que a gota d’água foi a péssima atuação na partida de ontem contra o Vancouver, na qual o camisa 13 cometeu uma penalidade ridícula.

Segundo rumores do whatsapp, a direção estaria estudando enviá-lo para o afiliado da AHL, em troca de um garoto estreante. Minha aposta seria Nikita Scherbak, mas outros nomes foram cogitados pela cúpula do Canadiens Brasil, como Sven Andrighetto, Michael McCarron (popularmente conhecido como macarrão) ou Charles Hudon.

Pessoalmente, acredito que falta a motivação certa para que Semin eleve seu cosmo ao sétimo sentido: vodka nele, Bergevin!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Rádio Habitant - Edição 16


A 16ª edição da Rádio Habitant está no ar!

Nesse programa contamos com o convidado especial Telmo Camargo, criador do site Let's Go Habs Brasil, contando a trajetória de sua empreitada, e analisando junto com a equipe do Canadiens Brasil esse bom começo de temporada dos Habs, incluindo:

- Review do começo de temporada
- Max Pacc artilheiro, Markov eterno
- Condon chegou pra ficar?
- Semin e Price preocupam?
- Os próximos jogos e o Winter Classic
- Experiência comprando sua camisa do Habs

Escute, baixe, salve, aproveite, e não esqueça de deixar seu comentário, elogio ou crítica. Ajude o programa a ficar cada vez melhor!

16ª Edição
Apresentação: Bruno Fares​ e Thiago Pereira​
Convidado Especial: Telmo Camargo
Edição: Bruno Fares
Produção: Canadiens Brasil

Para escutar, clique AQUI ou no player na barra lateral.

Para baixar, bastar entrar no SoundCloud pelo link e clicar na SETINHA abaixo do player.

Allez Canadiens!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

1978 e animai-vos!


Quem diria que após três semanas de temporada 2015-16 da LNH, o Canadiens teria 9 vitórias em igual número de partidas jogadas? Com certeza, nem o mais empolgado torcedor.

E o que Serge Savard, Larry Robinson, Yvan Cournoyer, Jacques Lemaire, entre outras camisas aposentadas, carregando a Copa de 1978, tem a ver com isso? 

Os anos 70 foram sem dúvida a década de maior glória da história habitant. Duas conquistas nos três primeiros anos, ainda com sobras da geração vencedora comandada por Jean Beliveau e Henri Richard nos anos 1960, finalizando o período com um tetracampeonato avassalador.

E já era a segunda vez na história que o time de Montréal enfileirava quatro taças, já que que na década de 1950 jogara DEZ finais consecutivas, levando uma copa em 1953, e CINCO entre 1956 e 1960, cortesia do maior de todos os tempos, Maurice Richard.

De volta para o futuro, a década de 70 nos reservou seis títulos e a melhor campanha da história da temporada regular da LNH, com o recorde de 60-8-12, coroada pela vitória na final contra os Bruins de Boston, treinados por um comentarista famoso de extremo mau gosto.

E em 1978, cazzo? Em 1978 deu Canadiens e Bruins na final mais uma vez, rendendo uma das decisões mais memoráveis da história da liga. Os Big Bad Bruins, com veteranos campeões de 1970 e 1972, time de jogo físico e força, contrastavam com os técnicos e velozes jogadores do bicampeão Habs, comandados por Guy Lafleur, maior pontuador da história tricolor.

Após abrir 2-0 com duas vitórias em casa na série melhor de 7 jogos, o time de Boston remou de volta para vencer por 4-0 no Jogo 3, tendo a chance de empatar a série em seus domínios. E o Jogo 4 foi daqueles de perder o fôlego. Vencendo por 3-2 até os 3 minutos finais, o retranqueiro Bruins se segurava para aguentar o bombardeio quebecois. E conseguiu?

Confira você no vídeo abaixo, sendo bem-vindo à época dos jogadores (e juiz) sem capacete, paredes brancas na lateral, tacos de madeira e área do goleiro retangular:


E comemoração com direito a invasão de gelo do time todo apenas pelo gol de Lafleur/Savard a parte, o empate heroico restando 30 segundos não adiantou muita coisa. Boston ganhou na prorrogação por 4-3, e a série voltava empatada para Montréal. E no Fórum de Montréal não tinha pra ninguém, 4 a 1 fora o baile, 3-2 na final da Copa Stanley e match point Canadiens.

Ponte-aérea de poucas horas para Boston e dois dias depois o Jogo 6. Como foi? Volte você mesmo para 25 de maio de 1978:


Era a 21ª Copa em quase 70 anos de história, um aproveitamento absurdo para uma equipe de esportes profissional em qualquer modalidade. 

No ano seguinte Montréal voltaria a erguer Lord Stanley, derrotando novamente o Bruins, dessa vez na semi-final, no jogo mais famoso da rivalidade, o lendário Too Many Men Game, que merece uma matéria solo desse site.

E você ainda não entendeu o que esse flashback tem a ver com o ano de 2015, certo?  Culpa minha, esqueci de mencionar que 1977-78 foi a última vez que começamos a temporada com 4 vitórias seguidas nos primeiros 4 jogos. As atuais 9 vitórias nos primeiros 9 jogos, em tempo regular, já são o recorde do clube e da liga para um início de temporada de hóquei. 

Isso quer dizer que vem taça? Não sei. Mas que podemos ficar animados, podemos.

Allez Canadiens!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

2-on-1: o 7-0-0, o time, a chegada do Messias e o "DEIXOU CHEGAR"


Fala aí seu bando de invicto! De antemão, peço desculpas pela falta de posts nesses dias, pois todos os escritores estavam ocupados com DESCUBRA por causa dos jogos do Habs. Aliás, são 7 jogos que estamos festejando, então aproveitei hoje que estou fazendo absolutamente p*rra nenhuma nada para dar meus pitacos no primeiro 2-on-1 da temporada 2015-2016:

(Todos os os comentários abaixo estão protegidos contra todo tipo de zica)

- Estamos fazendo o melhor início de temporada da história. Sério, em cento e alguns anos de história, nunca o Canadiens foi algo tão arrasador como nessa temporada. Parece que depois de um ano vendo meu time ser freguês em um ano pro freguês histórico, Price Deus resolveu me dar um motivo pra ser feliz. Acompanho o Habs desde 2010-11 e nunca me senti tão confiante como agora. E olha que peguei uma fase medonha do esquadrão tricolor (com Gauthier de GG e Martin de HC fazendo o marcapasso travar mais que Nintendo em Sexta-Chera). Recentemente, os Blackhawks, em 12-13 (a temporada pela metade) tiveram uma sequência de 24 jogos sem perder no tempo normal (com 6 vitórias nos 6 primeiros jogos e uma derrota no 7º com um SO) e terminaram campeões no final.

- Sobre os confrontos contra Leafs, Bruins, Senators e Red Wings: Rezando pros Nordiques voltar pra termos um rival de divisão junto com os Bolts.

- Vi os jogos contra Leafs, Rangers, Wings e Blues de forma integral (os outros vi pedaços ou não estava em casa), mas percebi um time mais ofensivo, atacando, sem esperar o time adversário chegar e jogar no contra-ataque com seus jogadores rápidos, sem deixar de ser aquela defesa unida (e sem assustar muito). E ainda conta com um Price fazendo um jogo espetacular. Aquele 3-0 contra os Rangers foi uma aula de como defender a meta, seja pelo lado de Montreal, seja pelo lado ianque, com o super monstro Lundqvist.

- Por falar em Carey Price, ele recebeu a notícia que sua mulher, Angela Price, estará grávida de seu primeiro filho. Aí você me pergunta:  O que c*r*lh*s isso tem a ver com hóquei? Simples. Segundo a mídia quebecois, Price poderá ter o filho no final de abril/início de maio, que estará no meio dos playoffs (que Montréal com certeza estará isso se a gente confirmar a fase). Price estará mega feliz pessoalmente e sua felicidade pessoal pode se converter em várias saves para o time, além de contagiar o time inteiro. Agora, Carey Price terá UM FILHO PEQUENO PARA NA HORA LEVANTAR ELE.

- Max Pac fazendo o papel de Capitão no início da temporada. Chamando o jogo, criando jogadas de perigo e sendo o líder de pontos do Canadiens com 7 pontos (5G 2A). Pac divide a artilharia com seu brother de linha Tomas Plekanec.

- Falando em Plekanec, o mesmo renovou com o Canadiens por 2 anos, no total de 12M. Por ano, serão 6M (só irá aumentar 1M do atual salário). Com base no site na NHL, a renovação foi ótima para o futuro do Habs, já que o contrato dele irá acabar no mesmo tempo que o do Price, e com a folga de 6 milhões no cap, será possível aumentar o salário do goleirão. Boa Bergevin!

- Falando em falar, o próximo podcast será feito em breve, mas como nós somos supersticiosos, resolvemos em conjunto esperar um tropeço do Habs (em tempo normal) para poder fazer um. Então, o som da corneta ficará guardado.

Agora, resta comprar a cerveja e esperar até a SEXTA-CHERA para acompanhar o Canadiens visitando Buffalo para um jogo contra os Sabres, time do Jack Eichel, outro prospect que encheu os olhos da galera junto com McDavid. Os Sabres são lanterna na divisão e só não são da conferência porque estão empatados com os Hurricanes e os Blue Jackets estão fazendo o Canadiens-Inverso. Capaz do goleiro ser o Condon, que agarrou bem contra os Senators, já que no dia seguinte o Candiens volta pro Bell Centre enfrentar sua p*ta seu rival canadense, o Maple Leafs, e é bem capaz do Pai agarrar nesse jogo.

É isso, povo. Até sexta!

#AllezMontréal

domingo, 18 de outubro de 2015

EMPOLGOU? Participe do grupo!


Empolgado com as 6 vitórias em número iguail de jogos nesse começo de temporada da LNH?

Então participe do GRUPO DO FACEBOOK para bate-papo diário sobre o Canadiens de Montréal!


E em breve mais uma edição da Rádio Habitant no ar, comentando o espancamento dos nossos rivais.

Allez Canadiens!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

MTL 3 TOR 1: Acabou o caô

Tá vendo esse C aqui? É de CABÔ O CAÔ, PORRA!

E aí cambada. Outubro chegou, e com ela chegou a alegria de acompanhar novamente o melhor time de hóquei da liga com o melhor goleiro de hóquei do mundo. O Canadiens viajou até a Justinbieberlândia para enfrentar o seu maior freguês rival canadense, o Maple Leafs. 

O jogo começou com uma cerimônia de abertura que até um velório comum viraria micareta. Mas como nós não ligamos pra isso, pulamos pra parte do jogo, no qual o Montreal realizaria mais do mesmo desde a Era Therrien (time defensivo jogando na velocidade dos atacantes).

E pra falar do primeiro gol, antes de tudo temos um capitão. E com capitão...


No seu primeiro chute na temporada, o número 67 teve uma grande contribuição do goleirão adversário. O puck passou por ele e foi, devagar, até a linha do gol. E logo após o gol tivemos também uma outra chance, que bateu na trave. Aliás, o que mais escutei nesse jogo foi o PING do puck se chocando com a trave.

Mas como diz o ditado, se não tiver emoção não é um jogo do Canadiens. Ainda no primeiro período, eles tiveram um mini mano-a-mano após uma falha clamorosa do Gilbert, mas que teve o puck indo pra fora da meta. E quando o puck não ia pra fora da meta, lá estava Carey Price pra mostrar porque o homem ganhou 4 troféus (entre eles o de MVP).


Ainda no quesito emoção, Price não pode garantir seu primeiro shutout na nova temporada, já que Kadri chutou e o puck desviou em van Riemsdyk (que na hora achei que desviou no Emelin). Um a um em Toronto.

E tivemos a primeira novidade. Não tão boa pra nós, já que tivemos um gol anulado. Petry anotou o gol, até sem o goleiro no alcance, mas o novo técnico dos Leafs, Babcock, pediu o desafio, e acertou, já que Plekanec atrapalhou o goleiro com o stick e foi caracterizado como interferência.

E fomos pro terceiro período e ali mostramos a nossa cara. Price pegando até ar gelado do ar condicionado da Air Canada Centre, e o ataque sendo cirúrgico. Markov manda para o Alex Galchenyuk fazer o segundo para o time de Montréal num slap shot. É bom ficar de olho nele pois será a primeira temporada do garoto como Center, posição que o fez ficar no Top 3 do Draft de 2012.

E no finalzinho, com Empty Net, Pacioretty apenas pregou o último prego do caixão e finalizou a conta. 3-1. Segundo gol do nosso novo capitão na partida.

Achei o time mais do mesmo das últimas temporadas, muito contra-ataque rápido, sistema defensivo bem fechado, só sendo fragilizado em falhas individuais (como Markov, Gilbert...), Price fazendo os milagres. Haverão críticas, sim, mas é bom lembrar que desde 12-13 estamos nos playoffs e sendo cabeça da divisão/conferência. Que seja feio o jogo e nos leve longe que um hóquei Copa de 82 (bonito, vistoso, mas sem nada em mãos). 

Enfim, se achavam que ia mudar algo com o novo treinador, a única coisa que mudou foi o número de jogos que não nos vencem em jogos da temporada regular. Desde Janeiro de 2014 não sabemos o que é perder para as folhas de Justinbieberlândia.

Próximo compromisso do Le Tricolore é contra outro time que finge ser rival, tal de Bruins, que não nos vence desde 10/05/14, data que minha idade chegou na casa dos 20. Jogo duro contra outro time que está em reformulação, mas como diz o pensador, clássico é clássico e vice-versa.

É isso, pessoal. Até sábado com mais Montreal!

#AllezMontreal


terça-feira, 6 de outubro de 2015

07/10 - 20h00 - Montreál vs Toronto


Fim da espera!

Amanhã, ao vivo, a partir das 20h00 (horário de Brasília) na tela da ESPN+, o Canadiens viaja até a Toronto para dar a tacada inicial para a temporada 2015-16.

Allez Canadiens!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Rádio Habitant - Edição 15


A 15ª edição da Rádio Habitant está no ar!

Nesta edição especial de começo de temporada, recebemos o convidado especial Thiago Leal, colunista do Extratime, além do retorno da equipe completa do site, que, durante pouco mais de uma hora, fizeram uma análise da offseason, assim como um preview da temporada regular que começa essa semana, incluindo:

- Entradas e saídas do elenco
- O novo capitão
- Preview temporada
- A intensidade da cobertura da imprensa
- Acidente de carro de quem acabou de chegar
- Palpitômetro

Escute, baixe, salve, aproveite, e não esqueça de deixar seu comentário, elogio ou crítica. Ajude o programa a ficar cada vez melhor!

15ª Edição
Apresentação: Bruno Fares​, Igor Veiga​ e Thiago Pereira​
Convidado Especial: Thiago Leal
Edição: Bruno Fares
Produção: Canadiens Brasil

Para escutar, clique AQUI ou no player na barra lateral.

Para baixar, bastar entrar no SoundCloud pelo link e clicar na SETINHA abaixo do player.

Allez Canadiens!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Press Start: Outubro chegou!


Outubro chegou! E isso significa que hóquei no gelo está de volta nas grandes ligas para a temporada 2015-2016.

E se você é daqueles que gostam de "desligar da NHL" na offseason e dar férias ao desporto para acompanhar algum outro esporte, tipo surf (mentira, isso não é esporte), deve estar se-perguntando-se (sic). O que eu preciso saber?

1 - Mudança nas regras: Parte I

Agora a prorrogação na temporada regular, após o empate ao término dos três períodos, será disputada em 3-contra-3 na "linha", em vez dos usuais 4-contra-4. A liga fez essa mudança para dar maior chance para um time vencer sem precisar das penalidades máximas em movimento. 

O que eu acho disso: Para times velozes, que não se pautam em jogo físico e tem defensores móveis, como o Canadiens, acho que teoricamente é bom! Pode garantir uns pontinhos a mais na temporada regular.

2 - Mudança nas regras: Parte II - Judgment Day

Depois de aprovada e usada no football americano, beisebola, tênis, e até em esportes exclusivamente femininos como vôlei, o DESAFIO DOS TÉCNICOS chega na NHL!

"Isso significa que os técnicos vão participar de uma disputa acirrada valendo pontos e arbitrada/narrada pelo Joel Santana???"
Graças aos ceús, não!

Isso significa que agora os técnicos podem desafiar marcações dos juízes no gelo. Mas a coisa ainda é bem restrita, uma vez que os únicos lances "desafiáveis" são impedimentos resultantes em gol, e gols com interferência no goleiro.

O que eu acho disso: Na prática muda pouca coisa, uma vez que esses tipos de lance já costumavam ser revisados pelo árbitro via ligação para o call center da NHL naquela cidade que jaz na fila desde 1967.

3 - Mudança nas regras: Parte III - O Retorno de Jegue

Mentira, não tem uma terceira mudança, eu só quis fazer a piadinha com o Tauó mesmo. Há, pegadinha!

"E sobre os Super Campeões de Montréal? Quais as novidades? Quais as expectativas?"

Muitas novidades! Galchenyuk renovou, temos novo capitão, Semin chegou, uns lixos foram embora, uma garotada da pesada estilo calculadora chegou pra somar. 

Mas isso não será explorado aqui e sim em uma NOVA EDIÇÃO da Rádio Habitant, que vai sair antes do início da temporada dia 07 de outubro, vulgo QUARTA QUE VEM, às 20h00 com TRANSMISSÃO AO VIVO na ESPN!

Nos vemos na rádio et Allez Canadiens!

sábado, 27 de junho de 2015

2-on-1: Os boatos, o Draft e a "nova" Saint Flanelle


Salve amigos tricolores!

Dessa vez vamos com um boletim rápido da madruga (na verdade estou sem sono e resolvi fazer algo pra ocupar tempo) para atualizar com mais informações sobre nosso esquadrão.
 
- Na tarde de hoje, houve um boato pré-draft que Versteeg, do B'Hawks, poderia pintar por aqui. Não passou de boato.
 
- Montreal está namorando com Sharp. Acredito que seja mais um boato.
 
- Lucic, depois de tanto apanhar da gente, tomou rumo pra LA, numa troca doida aí. Disse em entrevista que "estava cansado de perder para o maior rival da divisão e no dia seguinte ser sacaneado pelos escritores deste blog".
 
 - Hoje foi dia de Draft na Florida. E Montreal pegou Noah Juulsen, do Everett Silvertips. Ele é D-Men e foi muito elogiado, possuindo como características fortes seus chutes e principalmente pelo seus passes (dos 52 pontos feitos, 43 foram de Assists), e por ser um big time hitter. Foi elogiado também por seu companheiro de equipe de Silvertips e Canadiens Nikita Sherbak (nossa escolha em 2014), confirmando todos os atributos acima descritos.
 
Sobre o novato, as estatísticas dele está aqui. Pode clicar, não tem pegadinha dessa vez. ;)
 
- Foi apresentado também o novo -nem tão novo assim- uniforme do Habs. Na verdade, não teve mudança de desing como na camisa dos Coyotes ou mudança de cor primária como na dos Oilers (que nesse Draft surpreendeu todo mundo e draftou o McDavid). A mudança mais notada foi a volta dos laces (ou laços), deixando com um visual mais clássico, além da gola ser branca, sem o detalhe em azul. Outra modificação foi a inclusão do LNH no lugar do NHL na gola. Não mudou muita coisa, já que a camisa não foge do tradicional. Para algo mais diferente, vamos esperar o "3º uniforme", que será o do Winter Classic da próxima temporada em Boston contra as abelhas.
 
 
 
- Falar em abelhas, eles hoje tiveram 3 escolhas seguidas e conseguiram fazer merda.
 
Sem mais novidades, vou me retirando.
 
Abraços!
 
#AllezCanadiens